
‘Explorianians’. Foi esse o termo usado pela capitã do Explora II, Serena Melani, a primeira mulher do grupo MSC a comandar não apenas um, mas dois navios, já que também esteve à frente da inauguração do primeiro da frota da Explora Journeys. Durante um bate-papo com o grupo que me acompanhava nesta jornada, ela contou que, em um jantar a bordo com uma cliente VIP, que já havia viajado inúmeras vezes com a Explora, a convidada comentou que gostaria de ter nacionalidade “Exploriana”, porque o navio lhe lembrava um vilarejo em alto-mar. E eu não poderia concordar mais.
É a partir dessa premissa que tento explicar a experiência de viajar no Explora II. Não me considero uma jornalista especialmente habilidosa em transmitir sensações. Meu trabalho, via de regra, envolve cobertura de feiras, convenções, dados, números, agilidade e precisão. Nem me lembro qual foi minha última presstrip e, nesse estilo mais contemplativo, sem a pressão de publicar tudo em tempo real, acredito que nunca havia feito. Mas me propus ao desafio: viver primeiro, absorver tudo e, depois, tentar, do melhor modo possível, descrever cada detalhe da minha viagem. Por isso, decidi dividir essa jornada em alguns textos. Neste primeiro, falo sobre os conceitos da marca.
Não sou cruzeirista, tampouco setorista de cruzeiros, muito menos especialista. Ainda assim, depois de alguns anos no turismo, naveguei mais vezes do que imaginava, todas com a MSC. Estive nas inaugurações do Bellissima, em 2019, e do World America, mais recentemente, em 2025. Conheço praticamente toda a classe Seaside. Fiz roteiros no Caribe e no Brasil. Já perdi a conta de quantas vezes embarquei com a MSC. Por isso, o nome Explora não me era estranho. Desde o lançamento, acompanho a marca de perto.
Além da familiaridade que o trabalho exige, sou curiosa e ansiosa por natureza. Então, desde que, em julho deste ano, durante um almoço com a equipe da Explora Journeys no Brasil, recebi o convite para conhecer o produto de perto, mergulhei no assunto. Isso virou até uma brincadeira a bordo, porque eu parecia conhecer absolutamente tudo sobre a marca.
Confira abaixo fotos
Li incontáveis textos, assisti a todos (sim, todos) os vídeos no TikTok e no Instagram sobre viagens no Explora I e II, e semanas antes da viagem já tinha uma pauta completa do que gostaria de cobrir. Mas com uma ressalva: antes mesmo de embarcar, entendi que viajar com a Explora é, acima de tudo, viver a experiência. Aproveitar cada dia, cada segundo, no meu tempo, no meu ritmo, conforme minhas próprias vontades. Para minha surpresa, a programação criada pelos organizadores permitiu exatamente isso. E foi aí que minha viagem realmente começou.
Desde o convite, meses atrás, até os preparativos finais, tudo foi feito com cuidado e atenção. A equipe da Explora perguntou o que eu gostaria de explorar, dando-me liberdade para montar uma pauta jornalística que fizesse sentido, sem aquela obrigação de cobrir temas que pouco acrescentam ao veículo e ao leitor. A viagem tailor made começou ali, e isso ditou o tom de toda a minha experiência e, naturalmente, destes textos.
A marca ainda fez questão de enviar um presente à minha casa, em Santo André, antes do embarque, outro gesto que reforça como a Explora se preocupa com a experiência de ponta a ponta, como veremos ao longo desta série. Não é sobre o presente. É sobre o cuidado. Sobre coerência com a proposta da marca.
Quando recebi a programação, percebi outra grata surpresa: nossa viagem, saindo de São Paulo, começaria pelo novo terminal da BTG Pactual em Guarulhos. Para quem não conhece, o terminal é o novo refúgio dos viajantes mais exigentes. O embarque é totalmente exclusivo e luxuoso, mas isso ficará para outro texto.
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Explora Journeys estreia no TikTok e mira nova geração de viajantes
Ali encontrei parte do grupo que embarcaria nessa aventura comigo. A outra metade seguiria do Rio e nos encontraria em Miami, de onde partia nosso navio, em um roteiro pelo Caribe um pouco diferente dos que eu já havia feito.
Maria Fernanda, ou Mafê para os íntimos, PR da Explora Journeys no Brasil, foi impecável em toda a nossa recepção in loco. Sempre disposta a tornar a viagem a mais confortável possível. E conseguiu.
Aqui avanço direto para o dia do embarque no navio, embora tenhamos vivido momentos muito especiais em Miami, em pleno Thanksgiving, incluindo um jantar maravilhoso no restaurante Condessa.
Minha experiencia a bordo do Explora II, da Explora Journeys
Este ano eu já havia conhecido o novo terminal da MSC em Miami, e o embarque no Explora seguiu o mesmo padrão de eficiência e excelência oferecido a todos os navios do grupo. Mas, dentro do navio, tudo ganha outra dimensão. É imediato perceber o nível diferenciado do serviço. Tudo é pensado para que você se preocupe o mínimo possível.
Assim que entramos, fomos recebidos com champanhes e drinks não alcoólicos e, em seguida, direcionados ao nosso assembly station. Da porta do navio até minha suíte, não levei mais de cinco minutos. E um detalhe interessante: o safety video obrigatório pode ser assistido pelo aplicativo da Explora, o que me poupou ainda mais tempo, já que o vi antes mesmo de embarcar.

Fiquei na Premier Penthouse, uma das categorias intermediárias. Podemos dividir as suítes da Explora Journeys em três grupos: entrada, intermediárias e high-end. São elas Suites, Penthouses e Residences. Mas não se engane: até as categorias iniciais são impressionantes, especialmente quando comparadas às de companhias convencionais.
As acomodações são espaçosas, com decoração impecável (fun fact: concebida por uma das filhas da família Aponte, proprietária do grupo MSC), e recheadas de amenities realmente úteis. Aqui, não existem “cabines”, mas suítes, justamente porque a Explora parte da ideia de ser um hotel em alto-mar. E isso se reflete no serviço, no ambiente, na sensação. Na minha penthouse, isso ficou ainda mais evidente com a divisão de ambientes: pude literalmente fechar a área da cama, banheiro e closet, deixando a sala e a varanda privativa como espaços separados.

Na suíte, há roupões, pantufas, binóculo, um kit fitness, garrafinhas de água, e uma garrafa de champanhe de boas-vindas, apenas uma das muitas bebidas de cortesia que recebi durante a viagem e pude trazer para casa. Sem contar os livros, que não estão ali apenas para decorar. Passei toda a jornada acompanhada por Solomon Northup, autor de 12 Anos de Escravidão, livro que encontrei na suíte e devorei ao longo dos sete dias.
Embora o conceito de “resort sobre as águas” seja um dos pilares da marca, ele se complementa ao principal: o Ocean State of Mind. Não há um minuto em que você esqueça completamente que está navegando. O navio possui muitos espaços abertos, vistas generosas para o mar e uma sensação constante de conexão com a água.
O Ocean State of Mind permeia toda a filosofia e programação da Explora Journeys. O spa é quase um manifesto dessa proposta. Disponível para todos os hóspedes, a área termal é extensa e convida profundamente ao bem-estar, ao autocuidado e ao autoconhecimento. Um ocean state of mind, de fato. Há sala de sal, saunas secas e molhadas, hidromassagem, uma varanda externa e meu favorito: chuveiros que imitam chuvas tropicais, com som e luzes que proporcionam uma verdadeira catarse. Fechei os olhos e fui transportada para uma floresta sob chuva. Parece dispensável, mas marca.

Há ainda os tratamentos como massagens e facials, oferecidos pelo spa super premiado da Explora Journeys, mas eles são pagos à parte. Recebemos um tratamento de 60 minutos como cortesia e posso garantir que ele é essencial para a viagem. Gaste um pouco mais e se dê esse presente. Foi uma das melhores, senão a melhor massagem que já fiz na vida.
Fiquei com vontade de experimentar o salão de beleza a bordo, algo que nunca fiz em um cruzeiro. Mas, com um Dyson na suíte, ficou difícil justificar gastar com uma escova. Aliás, para mulheres, o Dyson na cabine é um acerto enorme. Lavei e sequei meu cabelo quase todos os dias. Eu amo qualquer coisa que economize tempo, ainda mais em um navio com tanto para explorar.
Falando em explorar, durante meus dias a bordo fiz aulas de pilates, funcional e ioga, todas privativas (não porque paguei à parte, mas porque aparentemente fui a única inscrita nos horários que escolhi). Foram incríveis.
Tive a oportunidade de aprender mais sobre a história da Cartier em uma aula dentro da loja, com o sommelier do navio e um dos vendedores, que apresentou coleções da marca, explicou influências de design e contou curiosidades, como a amizade entre Santos Dumont e o fundador da Cartier, que originou uma das linhas mais icônicas da marca. Quando eu teria uma oportunidade dessas? Estar passando pela frente da loja e ser convidada para algo tão enriquecedor? São coisas que este navio proporciona.

A programação diária incluía inúmeras experiências como essa: encontros de solo travellers, encontro LGBTQIA+, chá da tarde, campeonatos de pickelball, jogos de tabuleiro, sudoku, filme na piscina, balada à noite, shows de mágica, karaoke night, aulas de culinária, fotografia, dança, arte e muito mais. Um leque excelente de opções para nunca se sentir entediado, mas sempre com uma curadoria elegante, sem ‘overstimulate‘ ninguém.
A gastronomia do navio é um atestado do nível da Explora Journeys. O fato de ter cinco restaurantes disponíveis sem custo adicional para os hóspedes é um grande diferencial. E os bares também são incríveis. Você pode escolher comer em um lugar diferente todos os dias, sem enjoar dos cardápios. Ou pode – assim como eu fiz, criar rotinas e manter tradições. Toda noite, antes do jantar, eu ia até o Crema Cafe, no Deck 5 e tomava um Expresso Martini. Era um momento só meu, de apreciar o meu drink no final do dia, antes de me reunir com o grupo para ter mais uma experiencia gastronômica, que sempre parecia ser melhor que a anterior.
Durante a nossa viagem, viramos o mês de novembro para dezembro e eu tenho uma tradição pessoal de sempre ‘assoprar’ canela na porta de casa para trazer prosperidade. Não pensei duas vezes. Apesar de não estar em casa, assoprei a canela na porta da minha suite, após um dos funcionários do navio me providenciar um copinho com canela prontamente ao ser solicitado.

Na suíte, também pedi café da manhã, lanches da tarde, jantar e até um expresso pela manhã antes de me arrumar para os passeios externos. Tudo sempre muito rápido e impecável – e o melhor: incluso no serviço.
Também utilizei o serviço oferecido de lavandeira. Durante toda a sua viagem, você pode mandar um saco de roupas (apenas 1 vez) para lavar, secar e passar. Quer mais comodidade que isso? Ah, e se quiser lavar mais de uma vez, você pode pagar a parte, ou pode fazer você mesmo nas lavanderias espalhadas pelo navio.
Foi aí que entendi o que a capitã Serena disse.
O Explora é, de fato, um vilarejo em alto-mar, uma cidade flutuante. Fora da suíte, você amplia conexões humanas, relaxa, se conecta consigo, vive novas experiências, prova novos sabores e sempre retorna para a sua casa quando volta à suíte. A home away from home. E o melhor: uma casa que pode estar em qualquer lugar do mundo. O concierge é como o porteiro do seu prédio; os hosts dos bares e restaurantes, os zeladores; os outros hóspedes, seus vizinhos, a Capitã Serena, a prefeita, autoridade máxima do navio. Tudo em harmonia para fazer você se sentir em casa.
Muito se fala do “novo luxo”, do luxo como experiência, tempo, personalização. Mas, para mim, não há nada mais luxuoso do que isso: se sentir em casa. A Explora Journeys entendeu como colocar isso em prática, com conceitos bem definidos. Fez a lição de casa e isso precisa ser celebrado.
Nos próximos textos, falaremos com mais detalhes e profundidade sobre as experiências a bordo: gastronomia, suítes, meu itinerário e passeios, além de toda a programação intensa do navio. Aguardem.
O M&E viaja com apoio da Shift Mobilidade Corporativa















































