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EUA mantêm cautela sobre reabertura: “nada previsto em termos de cronograma”

Secretária de Imprensa da Casa Branca, Jen Psaki

Secretária de Imprensa da Casa Branca, Jen Psaki (Reprodução/Facebook)

Mesmo com pressão da indústria, avanço da vacinação e fronteiras abertas para os turistas norte-americanos na maior parte do mundo, os Estados Unidos mantêm a cautela sobre a abertura de fronteiras para turistas de destinos como Brasil, Europa, Índia e China. Em entrevista coletiva na última sexta-feira (9), a secretária de Imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, reconheceu a frustração de turistas e do setor, mas destacou que ainda não existe nenhum cronograma definido para um processo de reabertura das fronteiras para estes países.

“Há um processo em andamento, que sei que é frustrante para muitos, e inclui grupos de trabalho com países para que possamos nos comunicar e compartilhar informações sobre quais serão os critérios para amenizar essas restrições de viagens. Certamente queremos garantir que as famílias se reúnam, que as pessoas estejam reunidas, e que as pessoas possam viajar, mas não tenho nada previsto em termos de cronograma”, afirmou Jen Psaki.

A reabertura e tema de constante debate no governo Joe Biden. Em junho, o democrata anunciou a criação de grupos de trabalho com Canadá, México, União Europeia (UE) e Reino Unido para acertar critérios que permitam a reabertura das fronteiras, com base em critérios técnicos.

“Eles analisam uma série de critérios, mas são baseados em discussões de saúde pública. Especialistas em saúde pública fazem parte dessas discussões de todos os lados do nosso país e dos demais participantes”, completou a secretária de Imprensa.

Atualmente 33 países contam com restrições de entrada nos EUA. Cidadãos não americanos que nos últimos 14 estiveram em  Brasil, África do Sul, Índia, China, Irã, Irlanda Reino Unido ou nos 26 países europeus do espaço Schengen estão proibidos de viajar ao país. As restrições foram estabelecidas por proclamações presidenciais.

As regras para estes países estão em vigor desde o início da pandemia, em 2020, e chegaram a ser encerradas em janeiro pelo então presidente Donald Trump dias antes de deixar o cargo. Após tomar posse, Biden retomou as restrições e as estendeu para África do Sul e Índia após a identificação de casos de variantes do coronavírus.

Apesar da proibição, o país definiu alguns casos que podem ser consideradas Exceção de Interesse Nacional (NIE), como estudantes retornando ou iniciando estudos, imigrantes ou noivos de cidadão norte-americanos.

Site do Departamento de Estado dos EUA mostra restrições

Site do Departamento de Estado dos EUA mostra restrições

PRESSÃO DA INDÚSTRIA

O governo Joe Biden vem sofrendo pressões de diversos segmentos da indústria de turismo e também de parlamentares democratas e republicanos cujos estados estão severamente afetados pelo impacto do fechamento das fronteiras no turismo.

Um grupo liderado pela US Travel Association e que reúne hotéis, cassinos e companhias aéreas pediu à Casa Branca para encerrar suas restrições de viagens antes de 15 de julho devido ao impacto na economia. De acordo com dados apresentados pela entidade, as restrições custam à economia dos EUA US$ 1,5 bilhão em receitas semanais somente considerando gastos de turistas de União Europeia, Canadá e Reino Unido

 

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