Justiça suspeita que ex-CEO do Hurb já esteja fora do Brasil
Justiça pede alerta vermelho da Interpol e investiga se ex-CEO da Hurb já deixou o Brasil (Reprodução)

Como vimos nesta semana, a Justiça do Rio de Janeiro determinou a inclusão do nome de João Ricardo Mendes, ex-CEO do Hurb, na chamada lista vermelha da Interpol. A decisão, no entanto, se baseia na suspeita de que o empresário já possa ter deixado o Brasil, já que não foi localizado em duas tentativas recentes de cumprimento de mandado judicial em sua residência, na Barra da Tijuca.

Em despacho, o juiz da 32ª Vara Criminal destacou que Mendes possui “boa situação financeira”, reside em condomínio de luxo, tem motocicleta importada de alto valor e recebia salário milionário enquanto comandava o Hurb, da qual também era controlador. O magistrado ainda mencionou que ele foi flagrado recentemente em viagem a um destino turístico caro e bastante procurado no Nordeste durante a alta temporada.

Leia também: Ex-CEO do Hurb é preso novamente em aeroporto no Ceará
MP pede prisão preventiva de ex-CEO da Hurb por descumprir medidas cautelares
Ex-CEO do Hurb pode entrar na lista vermelha da Interpol após pedido do MPRJ

Apesar da determinação judicial, até o momento o nome de João Ricardo Mendes ainda não consta oficialmente na base pública de alertas vermelhos da Interpol, segundo apuração do Globo. A chamada difusão vermelha funciona como um pedido internacional de cooperação policial, permitindo que o procurado seja detido imediatamente caso seja localizado em qualquer um dos 196 países membros da organização.

Na manhã da última terça-feira (13), houve nova tentativa de localizar Mendes em sua residência no condomínio Santa Helena, na Barra da Tijuca. Segundo certidão da oficial de Justiça, ninguém atendeu à porta. Funcionários da portaria informaram que a casa está fechada desde o dia 8 de janeiro de 2026, sem movimentação de moradores ou empregados, e que o empresário se encontra em “local incerto e não sabido”.

Além do alerta internacional, o juiz determinou medidas adicionais para restringir a mobilidade do investigado. Mendes já está com o passaporte retido e também foi proibida a expedição de qualquer novo documento de viagem em seu nome, numa tentativa de impedir formalmente sua saída do país.

A decisão atende a um pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro, que argumentou existir risco concreto de fuga. Segundo o magistrado, a inclusão na difusão vermelha é cabível sempre que houver mandado de prisão em aberto e indícios de que o acusado esteja fora do Brasil ou em vias de deixar o território nacional.

Na mesma decisão, o juiz afirmou que, caso Mendes seja localizado e preso no exterior, a Justiça brasileira se compromete a solicitar formalmente sua extradição. O caso amplia a pressão jurídica sobre o ex-executivo, que já enfrenta investigações relacionadas a episódios anteriores envolvendo a antiga gestão do Hurb.

Com informações do Globo.