Enquanto as grandes agências internacionais de notícia e os mais renomados jornais norte-americanos calculam e ainda comemoram os lucros recordes registrados pelo Big 3 da aviação nos Estados Unidos, composto por American, Delta e United, em 2015, a América Latina só pode lamentar. Enquanto a United registrou US$ 4,5 bilhões, a Delta US$ 5,9 bilhões e a American US$ 7,6 bilhões de lucro líquido em 2015, o continente Latinoamericano foi o grande responsável por um rendimento abaixo do esperado em relação a essas três companhias, algo que pode ser provado pelos números divulgados no último mês de janeiro.
Com mais assentos livres e uma taxa de ocupação abaixo do saudável em toda a América Latina, o jeito foi ajustar os preços das passagens aéreas, algo que diminuiu a receita e a capacidade entre Estados Unidos e Brasil para as três companhias aéreas. Por ordem alfabética, analisaremos os números do Grupo American Airlines. O único ponto positivo para a companhia em 2015 ficou por conta da taxa de ocupação média, por exemplo, que pulou de 77,2 para 78,5%.
O Brasil na participação da receita total da American Airlines teve um resultado desastroso: de 6,1% em 2014 para apenas 2,0% em 2015. Em relação ao Yield (Valor médio pago por um passageiro para voar um quilômetro), queda de quase dois pontos percentuais, enquanto o RPM (Passageiros por Milha Viajada) passou de 31,201 para 32,093. O ASM (Número de assentos disponíveis pelo número de milhas voadas) teve uma queda de 4,5%, de 41,581 em 2014 para 39,726 em 2015.
Já em relação a Delta Air Lines, companhia que se tornou a segunda maior dos Estados Unidos após passar a United Airlines, os números para a América Latina também não são nada animadores. Há exato um ano atrás, a demanda nas rotas da América Latina tinha crescido 16,7%, enquanto em termos de oferta, a Delta Air Lines tinha elevado em 21% a capacidade para voos na região. Para este ano, os números são bem diferentes!
Se pegarmos os dados referentes ao último trimestre, por exemplo, em relação aos últimos três meses de 2014, a receita da Delta chegou a US$ 521 milhões, queda de 6,6% se comparado ao ano passado. A capacidade (-0,6%) e o Yield (-7,8%), valor médio pago por um passageiro para voar um quilômetro, também sofreram com o baixíssimo rendimento do continente Latinoamericano no ano passado.
A United Airlines foi a que mais sofreu com os números referentes aos últimos três meses de 2015 no mercado da América Latina. A receita consolidada (RPM) por período ficou em US$ 605 milhões, queda de 12,6% se comparado com o mesmo mês do ano passado. O valor médio pago por um passageiro para voar um quilômetro na United Airlines também diminuiu, com uma queda expressiva de 20,8%. O único ponto positivo para a United Airlines na América Latina ficou por conta da capacidade ofertada no último trimestre de 2015 (ASM), crescimento de 10,5% se comparado com o mesmo período do ano anterior.