
Decorridos dois anos do acidente do avião da Air France que matou 228 passageiros e tripulantes o governo francês confirmou que foram localizados parte dos destroços do avião e corpos; no Oceano Atlântico. O Airbus 330 que fazia o voo 447 mergulhou no mar a caminho de Paris e até hoje as causas não foram esclarecidas.
O ministro dos Transportes da França; Thierry Mariani; disse que as famílias das vítimas seriam informadas sobre as novas buscas. Na operação de resgate as buscas foram retomadas num raio de 75 quilômetros em torno da última posição conhecida do voo.
Foram usados três submarinos não tripulados capazes de navegar a uma profundidade de até quatro mil metros. As buscas dos destroços recomeçaram logo depois da justiça francesa indiciar a Air France por homicídio culposo (sem intenção de matar).
O diretor geral da companhia francesa Henri Gourjon foi diretamente responsabilizado; na condição de pessoa jurídica. O indiciamento faz parte do processo e está condicionado à eventual localização das caixas pretas do avião; o que pode acontecer no próximos dias.
Por sua vez o presidente da Associação dos Familiares das Vítimas Brasileiras do voo 447; Nelson Marinho; que reúne 65 famílais que tiveram parentes mortos no acidente; lembra que a Air France; decorridos quase dois anos do acidente reduziu a assistência às vítimas. “No princípio diante da repercussão a companhia até ajudou mas depois retirou até o psicólogo que assistia a minha família. Lembro que na França há nove crianças que ficaram orfãs e são tratadas por uma senhora que alega que a companhia só tem dado migalhas”
Nelson lembra ainda que a companhia francesa pagou 16;8 mil euros a cada família das vítimas dentro do que exige a legislação internacional mas tem recorrido a cada pedido de indenização. “A Air France recebeu o que era de direito quatro meses depois com o pagamento da indenização pelo avião mas já em relação as vítimas a companhia tem sempre recorrido das sentenças judiciais. Não saiu nada até agora”.
O dirigente teme também pela imparcialidade nos julgamentos já que a Airbus é francesa. “Todo o processo deveria ser conduzido de forma independente para ter maior transparência mas não está sendo assim”; adiantou.
Mergulhadores continuam buscas por destroços






