
Após identificar falhas graves em quatro aeronaves da Voepass, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) determinou a suspensão cautelar dos voos da companhia desde 11 de março. Entre os problemas detectados, deformações na fuselagem, trincas na junção entre asa e fuselagem, danos na carenagem da porta de carga e descolamento de fitas de proteção, que poderiam comprometer o desempenho e a segurança dos voos.
A decisão da Agência ocorreu após a chamada “Operação Assistida”, iniciada em agosto de 2024, motivada pelo acidente aéreo em Vinhedo (SP), que resultou na morte de 62 pessoas.
As auditorias realizadas nas bases de manutenção da Voepass em aeroportos de São Paulo, Recife e Rio de Janeiro revelaram falhas no sistema interno de detecção e correção de problemas da companhia.
A ausência de registros e ações corretivas teria permitido a evolução de problemas estruturais, aumentando o risco de incidentes durante as operações aéreas. A Anac também aplicou multas e solicitou a suspensão do Certificado de Operador Aéreo da empresa devido à gravidade das irregularidades.
Em nota, a Voepass afirmou que sempre cumpriu as exigências de segurança e que sua frota esteve aeronavegável, com reposição de peças realizada conforme normas e acompanhada pela agência reguladora.







