
A B3 aprovou a prorrogação do prazo para que a Gol Linhas Aéreas volte a enquadrar a cotação de suas ações no valor mínimo exigido de R$ 1 por papel. A informação foi comunicada pela companhia aérea nesta terça-feira (27). Com a decisão, o novo prazo para o reenquadramento passa a ser 30 de abril de 2026.
A medida atende a um pedido formal apresentado pela Gol e leva em consideração o processo societário já anunciado pela empresa. Conforme informado em comunicado ao mercado, a prorrogação está relacionada à incorporação da companhia e da Gol Investment Brasil S.A. pela Gol Linhas Aéreas S.A., movimento que deve resultar na saída da empresa do segmento especial de listagem Nível 2 de Governança Corporativa da B3.
O patamar mínimo de R$ 1 por ação é uma das exigências para a permanência das companhias listadas em determinados segmentos da bolsa brasileira. Quando uma ação permanece abaixo desse valor por um período prolongado, a empresa pode ser notificada e obrigada a apresentar um plano de reenquadramento, sob risco de sanções ou até exclusão de segmentos diferenciados de governança.
No caso da Gol, a B3 considerou o contexto de reorganização societária em curso ao conceder o novo prazo. A incorporação anunciada faz parte de um processo mais amplo de reestruturação da companhia aérea, que tem buscado ajustar sua estrutura de capital e governança em meio aos desafios recentes do setor aéreo.
Com a decisão, a Gol ganha mais tempo para promover os ajustes necessários e adequar o valor de mercado de suas ações às regras da bolsa, enquanto avança nas etapas do processo de incorporação que deve alterar sua atual estrutura societária e de listagem.







