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Aviação / Destinos / Turismo em Dados

Setor aéreo recua 53% e transporta 44 milhões de passageiros em 2020

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Gráfico mostra o enfraquecimento do transporte aéreo em 2020, na comparação com 2019, ano pré-pandemia, nas ligações entre cidades

Com o objetivo de analisar a movimentação de passageiros e a acessibilidade das cidades pelo transporte aéreo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta sexta-feira (10), o estudo “Ligações Aéreas 2019-2020”, com um panorama completo do modal aéreo. Dentro dele, foram analisados os voos regulares que transportaram 44 milhões de passageiros e 282 mil toneladas de cargas em 2020.

De acordo com o IBGE, o principal fluxo aéreo do país, entre Rio de Janeiro e São Paulo, teve uma queda de 55,6% no volume de passagens comercializadas em 2020

Segundo o estudo, o transporte de passageiros foi o mais afetado pela pandemia em 2020, com redução de 53%, enquanto a queda na movimentação aérea de cargas foi de 29,6%. O primeiro ano da crise fez com que as companhias aéreas reduzissem ao máximo suas operações. Sendo assim, apenas 46 cidades brasileiras tiveram pelo menos um voo regular de passageiros por mês durante todo o ano de 2020, contra 96 de 2019.

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Evolução da movimentação de passageiros em uma década (Divulgação/IBGE)

O gráfico acima mostra o recuo que a movimentação aérea sofreu por conta da pandemia. Os aeroportos de São Paulo, por serem os mais movimentados do país, obtiveram a queda mais vertiginosa, mas ainda lidera em relação a outros principais hubs aéreos do país, como Rio de Janeiro e Brasília, que completam o Top 3 do ranking desde 2010 pelo menos. Viracopos e Confins estiveram sempre colados, mas em Campinas a movimentação foi melhor em ano de pandemia.

O IBGE constatou ainda as cidades com as maiores movimentação de passageiros (por aeroporto). E São Paulo continua sendo o grande hub aéreo nacional, seja como destino, origem ou ponto intermediário de conexão para passageiros e cargas. Tanto é que lidera com movimento de mais de 50 milhões de passageiros ao longo de dez anos, seguida por Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Campinas, Recife, Porto Alegre e Salvador.

Agora uma curiosidade: você sabe quais são as cidades com a menor acessibilidade geográfica do Brasil, ou seja, onde é mais difícil chegar por transporte aéreo? Bom, as quatro ficam no Amazonas: Lábrea, São Gabriel da Cachoeira, Carauari e Parintins, onde acontece o tradicional Festival de Parintins.

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Cidades com maiores movimentações aéreas

Queda na venda de passagens em 2020

De acordo com o IBGE, o principal fluxo aéreo do país, entre Rio de Janeiro e São Paulo, teve uma queda de 55,6% no volume de passagens comercializadas em 2020. As maiores quedas, porém, estão nas rotas entre Uberlândia e São Paulo (-69,6%) e entre São Paulo e Curitiba (-60,9%). Já as menores quedas na comercialização de passagens ao público em geral foram São Paulo/SP – Nata/RN (-19%) e Fortaleza/CE – Brasília/DF (-24,1%)

Preço médio das tarifas

Com relação ao preço médio das tarifas, destinos do Sul-Sudeste, como São José dos Campos (SP), Joinville (SC) e Vitória (ES), apresentaram as tarifas médias ponderadas mais baratas e, portanto, maior acessibilidade econômica. Por outro lado, três cidades de Rondônia têm as tarifas médias ponderadas mais caras do Brasil, sendo Vilhena, Cacoal e Ji-Paraná.

Já as maiores quedas de tarifa média da ligação aérea foram entre Rio de Janeiro e Brasília (de R$ 349 para R$ 235), recuo de 32,7%, e do Rio de Janeiro para Porto Alegre (de R$ 433,74 para R$ 282,02), recuo de 35%. Por outro lado, as ligações entre Uberlândia (MG) e São Paulo tiveram aumento de 6,7% no preço da tarifa (de R$ 257,20 para R$ 274,41). O mesmo acontece com os voos entre Belém e Macapá, que tiveram aumento de 15,3% (de R$ 200,75 para R$ 231,39).

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