Sustentabilidade no Transporte Turístico foi o tema da reunião na CNC
Sustentabilidade no Transporte Turístico foi o tema da reunião na CNC

A implementação de políticas públicas de massa para o transporte aéreo foi defendida hoje por Tarcísio Gargioni, vice presidente de Marketing da Avianca, durante palestra na sede da CNC, no Rio de Janeiro. Segundo o dirigente, o setor vem registrando um crescimento significativo. “Temos hoje um mercado que já superou 100 milhões de passageiros transportados por ano, dos quais 88 milhões apenas no setor aéreo. Lembro que saltamos em menos de uma década de 25 milhões para esse volume expressivo e hoje mais pessoas viajam de avião do que de ônibus”, destacou ele.

Em sua exposição Tarcísio Gargioni abordou o tema “Sustentabilidade no Transporte Turístico” e fez um alerta. “As empresas aéresas precisam adotar um modelo de gestão eficiente e isso exige uma responsabilidade corporativa”. O vice presidente de Marketing da Avianca iniciou seu pronunciamento mostrando as mudanças significativas ocorridas na última década no setor da aviação. “Trocamos o glamour pela conveniência”, admitiu. Lembrou que a Avianca vai investir cada vez mais forte em serviços aos passageiros. “Temos hoje em dia um grande nicho de mercado que são os idosos com mais de 60 anos, gestantes e outros tipos de passageiros que precisam de espaço e maior conforto em viagens”, reconheceu.

Admitiu que o setor aéreo passou por grandes mudanças e lembrou as falências da Varig, Vasp e Transbrasil. “Vieram outras companhias com novas propostas como a Gol com o modelo low cost, a Azul com a Trip, a Tam e a Avianca que saltou em três anos de um market share de 2,4 para 7,7% graças a qualidade de serviços e atendimento. Segundo o dirigente a empresa está mesmo no processo de implantação do sistema Amadeus.

Segundo Gargioni, em 2013 as companhias aéreas acenderam a luz amarela. Pela primeira vez nos últimos 10 anos, a Avianca teve, em seu primeiro trimestre, uma retração na procura por viagens. Além disso, Gargioni colocou alguns obstáculos que o Turismo irá enfrentar até 2020. “Estamos preocupados com a sobrecarga nos aeroportos. A maioria deles já está no limite de sua infraestrutura para aguentar a movimentação intensa. Sabemos que até 2020 não conseguiremos um novo mercado, logo temos que lutar para melhorar o que temos. A primeira coisa a se fazer é melhorar a infraestrutura, não só dos aeroportos, mas também das companhias aéreas.”

O dirigente acredita que a recuperação dos países desenvolvidos será um grande impulso para o desenvolvimento, sem esquecer dos eventos esportivos que estão chegando. “Não existe Turismo sem renda. Temos de torcer para os países desenvolvidos se reerguerem e voltarem a viajar mais. Outro ponto importante são os eventos esportivos que estão batendo à nossa porta. Enquanto estiverem acontecendo, o mercado corporativo vai parar. Teremos prejuízos com isso, já que mais da metade de nossas viagens são corporativistas. O importante é o legado infraestrutural que fica. Será muito importante para todas as companhias.”

Com a palavra final, Tarcísio Gargioni ainda estabeleceu metas para garantir a sustentabilidade. “Precisamos investir significativamente, além de projetarmos uma maior regionalização. A redução de custo é um fator primordial para a sustentabilidade do Turismo. O mais importante, para mim, é a felicidade do cliente. Temos a obrigação, caso queiramos vencer, de manter o cliente ao nosso lado sempre.”

O evento na CNC foi presidido pela vice-presidente do Conselho de Turismo da CNC, Anita Pires.

Luiz Marcos Fernandes e Pedro Menezes