Amsterdam avalia banir cruzeiros marítimos até 2035 em nova ofensiva contra o excesso de turistas
Decisão ficará com novo governo municipal após eleições de março (Freepik)

Amsterdam pode dar mais um passo duro no combate ao turismo em massa. A cidade estuda acabar de vez com a chegada de cruzeiros marítimos até 2035, medida que entraria em vigor após as eleições municipais previstas para março deste ano. A proposta, ainda em análise, faz parte de um pacote maior que busca reduzir impactos ambientais, pressão urbana e a sensação de que a cidade virou um parque temático para visitantes.

De acordo com informações do Travel Weekly, a decisão ficará nas mãos do próximo executivo municipal. Caso avance, o fim dos cruzeiros oceânicos deve gerar uma perda estimada de 46 milhões de euros ao longo de 30 anos, valor que inclui arrecadação direta e indireta ligada ao setor.

Em comunicado oficial, a prefeitura afirmou que ainda irá aprofundar os impactos da possível medida. “O município vai desenvolver com mais precisão as consequências do fim dos cruzeiros marítimos, incluindo a perda de empregos diretos e indiretos”, informou a nota. O texto também destaca que o processo será feito com cautela e em diálogo com o governo nacional e parceiros envolvidos.

Nos últimos anos, Amsterdam vem adotando uma postura cada vez mais rígida contra o overtourism. A cidade já proibiu grandes navios no centro, congelou novas construções de hotéis e reduziu o número de cruzeiros fluviais autorizados a atracar anualmente.

Para a vice-prefeita Hester van Buren, o caminho é claro. “Priorizamos sustentabilidade e qualidade de vida. Isso significa olhar com mais profundidade para a possibilidade de encerrar os cruzeiros marítimos em Amsterdam”, afirmou.

A discussão acontece em um momento simbólico: a cidade celebra seus 750 anos com uma programação que dura o ano inteiro. Um aniversário que, ao que tudo indica, também marca uma virada na forma como Amsterdam quer ser visitada, e por quem.

Com informações de Travel Pulse