
O secretário de Turismo de Rio Claro, no interior de São Paulo, Guilherme Pizzirani, e o adjunto da pasta, Marcelo Portes, foram afastados dos cargos por decisão judicial nesta quarta-feira (14). A medida faz parte da Operação Encenação, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio de policiais do 10º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep).
A investigação apura possíveis irregularidades em contratos públicos da Secretaria de Turismo que podem ter causado prejuízo de R$ 2 milhões aos cofres municipais. Segundo o Gaeco, o caso começou a ser investigado após denúncias de irregularidades na contratação de serviços públicos e suspeitas de desvio de recursos financeiros.
Entre as suspeitas investigadas estão direcionamento de licitações, conluio entre empresas, sobrepreço e uso indevido de bens públicos. Os contratos sob apuração estão relacionados à realização de eventos municipais, como Carnaval, Páscoa e a Encenação da Paixão de Cristo.
Durante a operação, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em endereços residenciais, empresas, galpões e repartições públicas de Rio Claro e Mairiporã, na Grande São Paulo. Os agentes apreenderam celulares, notebooks e R$ 33,5 mil em dinheiro. A ação mobilizou promotores do Gaeco de Piracicaba e 34 policiais militares.
Além do afastamento dos dois gestores, a decisão judicial suspendeu o direito de uma empresa investigada de participar de novas licitações no município. A medida ocorre no âmbito das apurações sobre os contratos públicos da área de Turismo.
A investigação está em andamento, e as suspeitas apuradas pelo Ministério Público ainda dependem de esclarecimento. O afastamento dos servidores e as medidas judiciais não representam, por si só, uma condenação.
*Com informações de Metropoles







