
Durante o 10º TOP MSC, foi anunciado 100% de ocupação nos navios da MSC na América do Sul durante a temporada atual de cruzeiros. “É um resultado que tem que ser comemorado”, disse Adrian Ursilli, diretor comercial da MSC. Entretanto, na próxima temporada 2016/2017, serão menos dois transatlânticos na região. Com o cenário econômico atual e as altas taxas praticadas no país, várias armadoras saíram ou reduziram sua oferta.
Adrian Ursilli lamenta a perda no país, porém afirma que continuarão trabalhando com as autoridades, através da Clia Abremar, para mostrar o potencial do mercado de cruzeiros. Após a própria Clia se unir à Abav e à Braztoa e conseguirem a redução do IRRF de 25% para 6,38%, Ursilli acredita que a união das entidades também poderia ajudar na situação do mercado de turismo atual e, principalmente, dos cruzeiros.
“Cruzeiros, aviação e hotelaria: junto, o setor é mais forte. Tenho certeza disso. É preciso haver uma convergência. Nenhum modal é único”, disse Ursilli, citando como exemplo um pessoa que vá embarcar em um navio em outro estado, precisará pegar um avião, um transfer até o porto e, se chegar com dias de antecedência, precisará ainda se hospedar em um hotel. Segundo o executivo, nenhum setor atua sozinho.
Há mais de seis anos como líder no mercado, a MSC já trouxe 12 navios para o Brasil e mais de 1 milhão de hóspedes, apenas no país. Na próxima temporada a armadora tira dois navios do país, com a ida do MSC Lirica para a China e o MSC Armonia, que passará a atender o mercado em Cuba. Serão dois navios atuando no mercado brasileiro – O MSC Preziosa e MSC Musica, e um na Argentina – o MSC Orchestra, totalizando três que atenderão a América do Sul. “Para 2017/2018 pode ser que voltemos a ter três navios no Brasil”, disse Ursilli.
O mercado brasileiro pode ser considerado um mercado-chave para a armadora. O país integra o TOP 5 de nacionalidades que viajam com a MSC, já chegando a ocupar o segundo lugar, atrás apenas da Itália. “O interesse e potencial de consumo é muito grande no país”, afirma Ursilli, dizendo que hoje as pessoas se planejam mais para realizar uma viagem.
“As férias tem que ser aspiracionais. O hóspede pode pensar ‘Eu não posso comprar luxo para mim 365 dias por ano, mas eu quero luxo por sete dias’. E a gente oferece essa possibilidade, de ter essa vivência, essa experiência única em cruzeiros de 3, 4, 7, 10 ou até 15 dias a bordo em ambientes extremamente agradáveis, luxuosos e com bom serviço. E é claro que os novos navios, mais modernos, vão oferecer ainda mais opções de entretenimento”, disse.
* a bordo do MSC Magnifica






