
ROMA – Os agentes de viagens desempenham papel central para ampliar o consumo de cruzeiros no Brasil, na avaliação de Ricardo Amaral, CEO da R11 Travel. Segundo o executivo, o mercado brasileiro ainda possui amplo potencial de crescimento, mas enfrenta o desafio de romper a percepção de que os cruzeiros atendem apenas a um único perfil de viajante.
“O principal caminho continua sendo a educação do mercado. Ainda existe uma parcela importante de consumidores que associa cruzeiro a um único perfil de viagem, quando hoje falamos de uma experiência extremamente versátil”, afirma.
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Para Amaral, cabe aos agentes apresentar os diferenciais da modalidade, esclarecer dúvidas dos clientes e demonstrar o custo-benefício de um produto que reúne hospedagem, alimentação, entretenimento e múltiplos destinos em uma única viagem.
“O agente de viagens tem um papel central nesse processo porque consegue traduzir valor, mostrar comparativos e apresentar o cruzeiro como uma experiência completa”, endossa.

O executivo defende ainda investimentos contínuos em capacitação, viagens de familiarização, campanhas cooperadas e ferramentas que simplifiquem o processo comercial. Segundo ele, quanto maior o conhecimento do agente sobre o produto, maiores tendem a ser as taxas de conversão e a recorrência das vendas.
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O potencial de crescimento do segmento também aparece nos números apresentados pela Royal Caribbean ao M&E. Segundo a companhia, cerca de 1 milhão de brasileiros viajam anualmente para a Flórida, nos Estados Unidos, mas apenas 5% desse público embarca em um cruzeiro.
É importante contextualizar que as declarações do CEO da R11 Travel, distribuidora exclusiva da Royal Caribbean no Brasil, se dão no contexto do início das operações do Legend of the Seas no Mediterrâneo.
Legend of the Seas, o novo maior navio do mundo

Mais do que ampliar a frota da Royal Caribbean, o Legend of the Seas marca uma nova etapa da estratégia da companhia de transformar o navio no principal destino da viagem. Com estreia prevista para 4 de julho, a embarcação iniciará operações no Mediterrâneo, com roteiros de sete noites partindo de Barcelona, na Espanha, e Civitavecchia, porto de Roma, antes de seguir, em outubro, para temporadas no Caribe, que terão início em novembro.
“Nos últimos anos, a Royal Caribbean mostrou capacidade de renovar seu portfólio mantendo consistência de marca. O lançamento de novas embarcações não substitui as anteriores, ele amplia o alcance da companhia para diferentes perfis e momentos de viagem”, aponta Amaral.
Construído pelo estaleiro Meyer Turku, na Finlândia, o navio reúne 248.663 toneladas brutas, 364 metros de comprimento, 20 decks — sendo 18 destinados aos hóspedes —, 2.805 cabines e capacidade para receber até 5.610 passageiros em ocupação dupla, além de aproximadamente 2.350 tripulantes.

“Não se trata apenas de construir navios maiores, mas de reinterpretar como as pessoas querem viajar hoje. Mais flexibilidade, mais experiências, integração entre entretenimento e tecnologia e uma jornada mais personalizada”, endossa.
A bordo, a experiência está organizada em oito bairros temáticos que segmentam lazer, hospedagem, gastronomia e entretenimento conforme diferentes perfis de viajantes. A proposta inclui áreas voltadas às famílias, atrações de alta intensidade, espaços dedicados ao bem-estar e ambientes exclusivos para hóspedes de suítes, permitindo que diferentes gerações compartilhem a mesma viagem sem abrir mão de experiências personalizadas.

Outro dos pilares do projeto é a oferta gastronômica. O Legend of the Seas reunirá mais de 40 experiências entre restaurantes, bares e lounges, incluindo opções já consolidadas da Royal Caribbean e novos conceitos exclusivos, como o Royal Railway – Legend Station, restaurante temático que combina gastronomia e ambientação imersiva.
A infraestrutura também contempla atrações como o parque aquático Category 6, o simulador de surfe FlowRider, o Crown’s Edge, teatros, cassino, spa, academia, quadras esportivas, pista de caminhada, escape room e laser tag. Segundo a companhia, o objetivo é ampliar o tempo de permanência dos hóspedes a bordo, transformando o navio em uma plataforma de férias capaz de reunir hospedagem, lazer, gastronomia e entretenimento em um único produto.
“Para o trade brasileiro essa renovação de frota é especialmente relevante porque gera argumento de venda constante. O agente consegue voltar ao cliente que já navegou anteriormente e apresentar novidades reais, criando recorrência e ampliando ticket médio”, finaliza.
*O M&E viaja com proteção da GTA.







