Porta de entrada no Marrocos, Casablanca encanta com cultura, modernidade e autenticidade
Porta de entrada no Marrocos, Casablanca encanta com cultura, modernidade e autenticidade (Ana Azevedo/M&E)

CASABLANCA – Você conhece Casablanca? Coração financeiro do Marrocos, sede de um dos principais portos do país e eternizada pelo clássico de Hollywood que leva seu nome, a cidade é uma verdadeira caixinha de gratas surpresas. Com forte influência da arquitetura Art Déco, ela combina o ritmo acelerado de uma metrópole com história, tradição e arte, em um cenário onde o passado e a modernidade convivem lado a lado.

Casablanca reúne curiosidades que ajudam a entender sua identidade. A começar pelo nome, de origem espanhola, difundido por mercadores e navegadores, que significa “casa branca” e está conectado a uma construção usada como referência na orientação marítima. Hoje, a própria paisagem urbana prolonga essa origem: uma profusão de edifícios de fachadas claras domina o horizonte e mantém viva essa associação.

É também por Casablanca que muitos brasileiros chegam ao Marrocos. A cidade é ligada ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, por um voo direto da Royal Air Maroc, tornando-se a principal porta de entrada do país. Apesar do número de visitantes brasileiros crescer ano após ano, o Marrocos ainda é visto como um destino cercado de exotismo e, em grande medida, permanece associado ao imaginário construído pela novela “O Clone“, exibida pela TV Globo em 2001.

Se, por um lado, a novela colocou o Marrocos no mapa do desejo dos brasileiros, por outro, ajudou a consolidar uma imagem concentrada em Marrakech. A cidade segue como o principal cartão-postal do país, mas está longe de resumir a experiência marroquina. O Marrocos é plural, e Casablanca ocupa um papel complementar essencial nesse roteiro.

Por que viajar para Casablanca?

(Ana Azevedo/M&E) Casablanca, Marrocos, 2026.
Casablanca é o centro comercial do Marrocos

Mais cosmopolita, moderna e voltada para os negócios, a Casablanca da realidade pouco tem a ver com a cidade eternizada pelo cinema hollywoodiano de 1942, cuja trama de espionagem e romance durante a Segunda Guerra Mundial colocou seu nome no imaginário global.

A primeira curiosidade é que o longa não foi filmado na cidade. Outra é o Rick’s Café, restaurante inspirado no bar fictício do filme, que só surgiu décadas depois, criado justamente para atender à demanda de visitantes em busca de uma referência direta ao universo cinematográfico.

Casablanca abriga ainda a maior mesquita do Marrocos: a Hassan II, com capacidade para até 100 mil pessoas. O edifício impressiona não apenas pela escala, mas pela localização: parte da estrutura foi construída sobre o Oceano Atlântico. O minarete, com cerca de 210 metros, é o mais alto do universo islâmico e se impõe na paisagem urbana como um dos principais símbolos religiosos da cidade.

Para além dos cartões-postais, é na Medina que Casablanca revela outra camada da cidade. O núcleo histórico, cercado por antigas muralhas e marcado por ruas estreitas e labirínticas, segue ativo no cotidiano urbano. Ali, o que define o espaço é o comércio direto. Mercados populares, lojas de roupas, couro, especiarias e pequenas oficinas dividem o mesmo espaço, com circulação constante e negociação aberta.

O porto de Casablanca, um dos maiores do mundo, hoje integra modernas áreas comerciais e de lazer
O porto de Casablanca, um dos maiores do mundo, hoje integra modernas áreas comerciais e de lazer

Ah, e aqui vai uma dica valiosa: cartão de crédito não é unanimidade. O dirham marroquino é a moeda oficial, mas no comércio local, a proximidade com a Europa faz com que euro e dólar sejam aceitos com naturalidade. Só uma observação: ao negociar com moedas estrangeiras, fique de olho na cotação praticada e prepare-se para receber o troco em dirhams. E a regra de ouro da Medina permanece intacta: pechinchar é essencial.

A poucos quilômetros dali, a cidade muda de ritmo. A Corniche de Ain Diab concentra o lado mais descontraído de Casablanca, com restaurantes, cafés e clubes voltados para o Atlântico. Ao entardecer, o calçadão se enche de moradores e visitantes.

A viagem não fica completa sem uma imersão gastronômica. O Dar Dada, localizado a poucos passos da Medina, nas imediações do jardim Arsa, ocupa um riad tradicional. Do lado de fora, a simplicidade esconde o interior, que se abre em pátios, corredores e salas com mosaicos zellige e madeira trabalhada.

No menu, alguns pratos ajudam a entender a culinária marroquina. O cuscuz é bem diferente da versão brasileira: grãos leves e soltos, servidos com legumes e especiarias. Vale provar a pastilla, uma torta de massa folhada que mistura doce e salgado, além do baghrir, uma panqueca leve de textura furada, servida com mel e manteiga. Como complemento, o Dar Dada oferece apresentações de dança do ventre ao vivo.

Casablanca é para todos

(Ana Azevedo/M&E) Casablanca, Marrocos, 2026.
Em Casablanca não há um código de vestimenta restrito por conta da religião (Ana Azevedo/M&E)

A cidade funciona bem o ano inteiro. Entre março e maio, o clima é ideal para caminhar. De junho a agosto, o calor desloca a vida para a orla. De setembro a novembro, as temperaturas se estabilizam. Já de dezembro a fevereiro, o ritmo segue firme, com menos turistas e uma atmosfera mais local.

Casablanca é fácil de explorar. É comum encontrar pessoas usando tanto roupas ocidentais quanto vestimentas tradicionais; não há restrição ao vestuário. Além disso, é um destino aberto, com presença ativa de mulheres na vida pública e uma narrativa de respeito e convivência que reflete as diretrizes da monarquia marroquina. Embora o Marrocos seja um país conservador, a diversidade circula com naturalidade, respeitando a etiqueta e os costumes locais.

Missão Braztoa em Marrocos

Famtour da Braztoa na Mesquita Hassan II, em Casablanca (Ana Azevedo/M&E)
Famtour da Braztoa na Mesquita Hassan II, em Casablanca (Ana Azevedo/M&E)

Com o objetivo de fortalecer o destino Marrocos nas prateleiras das operadoras brasileiras, a Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa) realiza, entre os dias 16 e 20 de junho, uma Missão Comercial no país. A iniciativa conta com o apoio do Escritório Nacional Marroquino de Turismo (ONMT) e a participação de mais de 20 empresas de peso do setor brasileiro. O roteiro integra experiências autênticas em Casablanca e Marrakech, além de visitas técnicas e encontros de negócios estratégicos.

O grupo partiu na terça-feira (16), do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Antes do embarque, os participantes desfrutaram da estrutura da sala VIP The Lounge, no Terminal 2, que oferece serviços de conveniência, gastronomia e áreas de relaxamento e reuniões. A comitiva aterrissou no Aeroporto Internacional Mohammed V, em Casablanca, na quarta-feira (17), às 13h20 (horário local).

O Marriott Casablanca foi o hotel que hospedou a famtour da Braztoa (Ana Azevedo/M&E)
O Marriott Casablanca foi o hotel que hospedou a famtour da Braztoa (Ana Azevedo/M&E)

“Já na cidade, a hospedagem ficou por conta do Casablanca Marriott Hotel, estrategicamente localizado no coração do centro histórico Art Déco. Com perfil voltado ao lazer e a negócios, o hotel dispõe de infraestrutura completa, incluindo 18 salas de reunião e um centro de fitness. A gastronomia é um dos pilares da propriedade, que abriga três restaurantes, entre eles o BaB, com foco em cozinha internacional e marroquina, além de bar e café. O estabelecimento oferece ainda serviços de concierge, lavanderia e club lounge exclusivo, consolidando-se como um ponto de conveniência próximo à estação de trem Casa Port e aos principais marcos turísticos da metrópole.

*O M&E viaja a convite da Braztoa com proteção da GTA.