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A medida ocorre em meio ao impasse entre democratas e republicanos sobre o financiamento de operações de deportação (Banco de imagens/Freepik)

Os Estados Unidos iniciaram o pagamento retroativo a agentes de aeroportos da Transportation Security Administration (TSA), o que resultou na redução das filas de segurança nos terminais, na última segunda-feira (30), após mais de seis semanas de trabalho sem remuneração devido à paralisação do Departamento de Segurança Interna (DHS).

A medida ocorre em meio ao impasse entre democratas e republicanos sobre o financiamento de operações de deportação, que levou à paralisação do DHS em fevereiro. A ordem para liberar os pagamentos foi determinada pelo presidente Donald Trump em 27 de março, embora a origem dos recursos não tenha sido detalhada pelo governo.

Segundo o DHS, a maioria dos funcionários da TSA recebeu dois pagamentos retroativos no mesmo dia, ainda que parte dos trabalhadores enfrente atrasos por questões operacionais. A secretária assistente interina do órgão, Lauren Bis, afirmou que a distribuição dos valores restantes está em andamento.

O sindicato American Federation of Government Employees, que representa os agentes, informou que há inconsistências nos valores pagos, incluindo ausência de horas extras e erros em descontos tributários. O presidente da entidade, Hydrick Thomas, criticou o Congresso por não avançar em um acordo para encerrar a paralisação. “Muitos trabalhadores enfrentaram acúmulo de contas, juros e até perda de bens enquanto aguardavam uma solução”, afirmou em nota.

Melhora no fluxo dos Aeroportos

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Após seis semanas de impacto operacional, aeroportos registram filas de até 49 minutos de espera (Freepik/wavebreakmedia)

Dados operacionais indicam melhora no fluxo de passageiros. No Aeroporto Intercontinental George Bush, em Houston, o tempo de espera caiu para cerca de 10 minutos. Em Atlanta, outro ponto crítico nas últimas semanas, as filas ficaram abaixo de cinco minutos. Já em Nova York, a Delta registrou espera de três minutos em LaGuardia, enquanto no JFK o tempo ainda chegava a 49 minutos no período da tarde.

Apesar da melhora, a normalização completa ainda não foi atingida. Parte dos trabalhadores não recebeu metade de um pagamento retido no início da paralisação. O DHS afirma que segue trabalhando para regularizar os repasses pendentes.

O cenário permanece incerto, já que o Congresso entrou em recesso de duas semanas sem acordo para reabrir o DHS. Sem solução política imediata, há risco de novos impactos operacionais nos aeroportos, ainda que a liberação parcial dos pagamentos tenha reduzido a pressão sobre o sistema de segurança aérea.