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Câmara dos Deputados (Divulgação/Lula Marques/Agência Brasil)

O Senado Federal do Brasil aprovou nesta quarta-feira (25) o Projeto de Lei nº 4.099/2023, que reconhece formalmente empresas de turismo receptivo como agências de turismo. Após a aprovação, o texto retorna para análise da Câmara dos Deputados do Brasil antes de seguir para eventual sanção presidencial.

A proposta altera a nomenclatura atualmente adotada, substituindo o termo “empresas de turismo receptivo” por “agências de turismo receptivo”. A mudança busca consolidar o papel dessas organizações que atuam predominantemente no destino visitado pelos viajantes, oferecendo serviços essenciais à experiência turística.

Projeto trará mais segurança as agências

De autoria do deputado federal Helder Salomão e relatado no Senado pela senadora Ana Paula Lobato, o projeto recebeu ajustes ao longo da tramitação. Entre os pontos centrais, está a caracterização dessas agências como responsáveis por atividades como recepção e acolhimento de turistas, serviços de traslado e transporte local, elaboração, comercialização e execução de roteiros e passeios, além de assistência e acompanhamento durante a permanência do visitante.

Segundo a relatora, a iniciativa promove maior segurança jurídica ao setor e contribui para o fortalecimento da economia local. A parlamentar destacou que o reconhecimento formal das agências de turismo receptivo favorece a retenção de renda nas comunidades, estimula o empreendedorismo regional e amplia a geração de empregos diretos e indiretos.

O texto também autoriza que as empresas de turismo receptivo se cadastrem no Ministério do Turismo como prestadores de serviços turísticos.

A expectativa é que a regulamentação também impulsione parcerias com guias turísticos, motoristas, meios de hospedagem, restaurantes e produtores locais, fortalecendo a cadeia produtiva do turismo. Para o mercado, a medida representa ainda um passo relevante na consolidação da imagem do Brasil como destino turístico organizado e competitivo, tanto no cenário doméstico quanto internacional.

Com informações da Agência Senado