
O Reino Unido torna obrigatória, a partir desta quarta-feira (25), a Autorização Eletrônica de Viagem (ETA) para cidadãos de 85 países, incluindo Brasil, Estados Unidos, Canadá, Austrália e nações da União Europeia. A medida exige aprovação prévia digital antes do embarque e será verificada pelas companhias aéreas, que deverão negar viagem a passageiros sem o documento.
A partir da implementação obrigatória, as companhias aéreas passam a verificar, antes do embarque, se o passageiro possui ETA válida ou um eVisa (Visto Eletrônico), quando aplicável. Caso não apresentem a documentação exigida, o embarque será negado.
A exigência também se aplica a viajantes em conexão que precisem passar pelo controle de passaportes britânico. Passageiros em trânsito pelos aeroportos de Heathrow Airport e Manchester Airport que não cruzarem o controle de imigração não precisam, neste momento, da ETA. A regra pode variar conforme o tipo de conexão e o percurso do passageiro.
Cidadãos britânicos e irlandeses estão isentos da exigência, inclusive aqueles com dupla nacionalidade. No entanto, cidadãos com dupla nacionalidade britânica devem apresentar passaporte britânico ou irlandês válido ao viajar para o país a partir de 25 de fevereiro de 2026, sob risco de recusa de embarque.
Para aqueles que possuem dupla nacionalidade britânica e não dispõem de passaporte britânico ou irlandês válido, há a possibilidade de apresentar um “certificado de elegibilidade”, documento anexado ao passaporte estrangeiro, com custo de 589 libras. O certificado deve ter sido emitido em 1989 ou posteriormente, e o viajante precisa portar passaporte válido de uma das nacionalidades elegíveis à ETA.
O Ministério do Interior britânico, o Home Office, informou que as companhias aéreas podem, “a seu critério”, aceitar um “passaporte britânico expirado como documentação alternativa”. O órgão acrescentou: “Além disso, indivíduos que já possuíram um passaporte britânico podem solicitar um documento de viagem de emergência caso precisem entrar no Reino Unido com urgência”.
A ETA começou a ser implementada de forma gradual em outubro de 2023

Desde o início da implementação, mais de 13,3 milhões de autorizações foram emitidas, segundo o governo britânico. A autorização permite permanência de até seis meses no Reino Unido para turismo, visitas a familiares ou determinadas atividades de curta duração. A ETA não é um visto, mas uma permissão digital exigida para viajantes que não necessitam de visto tradicional.
O custo atual da solicitação é de 16 libras, com previsão de aumento para 20 libras em data ainda não definida. A validade é de dois anos ou até o vencimento do passaporte utilizado na solicitação, o que ocorrer primeiro.
O pedido pode ser feito por meio do aplicativo oficial do governo britânico, disponível na Apple App Store e no Google Play. Também é possível realizar a solicitação pelo site oficial para quem não possui smartphone. O processo exige dados de contato, informações do passaporte e envio de fotografia válida.
A maioria das solicitações é processada automaticamente em poucos minutos. Ainda assim, o governo recomenda que os viajantes considerem prazo de até três dias úteis para casos que necessitem de análise adicional.
Segundo o Ministério do Interior, a implementação da ETA integra um projeto de digitalização do sistema migratório. “As ETAs nos dão maior poder para impedir que pessoas que representam uma ameaça entrem no país e nos proporcionam uma visão mais completa da imigração”, afirmou o órgão. Também declarou: “A digitalização do sistema de imigração garante que os milhões de pessoas que recebemos no Reino Unido todos os anos desfrutem de uma experiência de viagem mais tranquila”.
A medida altera o planejamento de viajantes e operadores de turismo que comercializam o destino, exigindo atenção redobrada à documentação antes do embarque. Com a entrada em vigor da obrigatoriedade, a autorização eletrônica passa a ser etapa indispensável para quem pretende visitar o Reino Unido sem visto, inclusive em determinadas situações de conexão internacional.
*Com informações de Poder360.







