Copa do mundo
Permanência média de 15 dias nos EUA para a Copa do Mundo reforça preocupação com despesas médicas em dólar (Magnific)

Torcedores brasileiros que vão aos Estados Unidos para a Copa do Mundo de 2026 estão antecipando o planejamento financeiro e ampliando a contratação de seguro viagem com até 60 dias de antecedência, diante da projeção de custos totais que podem ultrapassar R$ 40 mil por pessoa e do risco de despesas médicas elevadas no país. O movimento foi identificado em levantamento da plataforma Seguros Promo, que registrou aumento expressivo nas buscas entre o fim de abril e maio.

A plataforma atua na comparação e comercialização de seguros viagem e identificou mudança no comportamento do consumidor brasileiro durante o período que antecede o mundial. O monitoramento aponta que o planejamento deixou de ocorrer majoritariamente próximo ao embarque e passou a integrar etapas iniciais da organização da viagem, especialmente no recorte de proteção financeira ligada à saúde.

Segundo o levantamento, o tempo médio de permanência dos torcedores brasileiros nos países-sede é de 15 dias. Nesse contexto, o sistema de saúde dos Estados Unidos, baseado em atendimento privado, é apontado como principal fator de pressão sobre o orçamento dos viajantes, especialmente em situações de baixa complexidade médica.

O risco financeiro associado a atendimentos simples é um dos principais pontos de atenção. Casos como intoxicação alimentar, crises alérgicas ou infecções respiratórias podem gerar custos entre US$ 2.500 e US$ 5.000. Em ocorrências mais graves, como fraturas ou cirurgias de apendicite, os valores podem chegar a US$ 70 mil, dependendo da complexidade do atendimento.

O aumento da procura por proteção também ocorre em um cenário de logística mais complexa da Copa do Mundo de 2026, que será realizada em três países: Estados Unidos, México e Canadá. A combinação de deslocamentos aéreos e conexões múltiplas amplia a exposição a riscos como atrasos e extravio de bagagem, segundo o levantamento.

Outro fator que influencia o comportamento do consumidor é a limitação de coberturas vinculadas a cartões de crédito, que operam majoritariamente por meio de reembolso. Na prática, o viajante precisa arcar inicialmente com os custos em dólar para posterior solicitação de restituição, o que pressiona o fluxo de caixa durante a viagem.

Para especialistas do setor, o cenário reforça a tendência de contratação direta de apólices com assistência imediata e suporte em português, voltadas a reduzir desembolsos emergenciais durante o período de permanência no exterior.