
A Brightline, empresa responsável pela operação ferroviária entre Miami e Orlando, nos Estados Unidos, entrou com pedido de proteção pelo Chapter 11, mecanismo previsto na legislação norte-americana para a reestruturação financeira de empresas. O processo foi protocolado nesta quinta-feira (25), em Nova Jersey, em meio ao elevado volume de dívidas e obrigações acumuladas pela companhia.
Segundo informações da Bloomberg, a Brightline Holdings apresentou o pedido com ativos e passivos estimados entre US$ 1 bilhão e US$ 10 bilhões. A companhia busca reorganizar sua estrutura financeira e negociar com os credores, enquanto a unidade responsável pela operação dos trens permanece fora do processo, permitindo a continuidade dos serviços.
Em comunicado, a Brightline afirmou que a entrada no Chapter 11 não altera a operação ferroviária. Os trens continuam circulando normalmente entre Miami e Orlando, com atendimento nas estações de Miami, Aventura, Fort Lauderdale, Boca Raton, West Palm Beach e Orlando.
A empresa também destacou que o processo tem como objetivo fortalecer sua estrutura financeira e criar condições para a continuidade do negócio. A reorganização permitirá à companhia negociar suas obrigações com credores enquanto mantém as atividades em funcionamento.
De acordo com informações financeiras preparadas pela Ernst & Young, a Brightline registrava prejuízo de US$ 225 milhões até abril de 2025. Os investimentos necessários para a construção das estações e para a implantação e manutenção da infraestrutura ferroviária também contribuíram para o elevado volume de obrigações acumuladas ao longo do projeto.
Apesar da pressão financeira, a demanda pelo serviço segue em crescimento. Segundo um porta-voz da Brightline, o desempenho da empresa avançou 20% no primeiro semestre de 2026, acompanhado pelo aumento no número de passageiros transportados.
A reestruturação ocorre após anos de investimentos para consolidar a ligação ferroviária entre o sul da Flórida e Orlando. Segundo a Bloomberg, a companhia acumulou cerca de US$ 5,5 bilhões em obrigações totais, enquanto aproximadamente US$ 1,1 bilhão corresponde à dívida corporativa que está no centro do processo de reestruturação.
*Com informações de Bloomerg.







