Tripulantes da Azul e da Trip criaram um comitê, em conjunto com o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), para tentar elaborar uma proposta alternativa de integração de carreiras para a direção da companhia.A proposta da companhia foi rejeitada na semana passada. Após a recusa em uma assembleia que contou com a presença de quase 400 de um total de 3,5 mil aeronautas das duas empresas, a Azul declarou que teria de interromper o processo de integração. As duas companhias anunciaram fusão em maio de 2012 e já obtiveram todas as aprovações regulatórias e concorrenciais.
O único passo que falta para a integração é a aprovação de um acordo coletivo revalidando um novo modelo de remuneração para os tripulantes das duas empresas. A maioria dos tripulantes das duas empresas é a favor da integração.A divergência está no modelo de remuneração proposto para a integração. A proposta colocada em votação na semana passada havia sido discutida durante quatro meses por representantes da empresa, do sindicato e do Ministério do Trabalho.
A empresa já vinha pagando pelo novo modelo integrado desde abril, mas vai voltar a adotar as regras antigas de cada empresas a partir de janeiro. “Não há como melhorar a proposta do ponto de vista de remuneração”, diz o diretor de recursos humanos da Azul, Johannes Castellano. “A empresa já chegou no limite.” Castellano explica que a proposta da empresa é uma combinação de benefícios de cada uma das empresas. “A empresa entende que não há perda salarial, embora dos dois lados tenha havido retirada de benefícios.”
Folha de SP






