Jerome Cadier, CEO da Latam Brasil
Jerome Cadier, CEO da Latam Brasil

O CEO da Latam Brasil, Jerome Cadier, vem argumentando, através do seu LinkedIN, sobre uma série de assuntos polêmicos dentro da aviação comercial brasileira. O último deles é a questão da cobrança por bagagem despachada, que entrou em vigor em 2016 após aprovação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O Brasil foi um dos últimos países a finalmente liberar a cobrança do despacho da mala de forma separada da passagem.

Até hoje, segundo Jerome, essa política ainda é tema de discussões com alguns passageiros que consideram esta cobrança injusta. “Deixem-me tentar aqui explicar porque a cobrança separada é mais justa, razão pela qual todos os países a permitem”, destacou Jerome, em seu post no LinkedIN.

“A verdade é que nós sempre cobramos pelo despacho da bagagem. Este custo estava embutido no preço da passagem. E como não podíamos diferenciar o preço porque não sabíamos quem levava quantas malas, todos pagavam pela média de malas despachadas”

Ele considera, primeiramente, importante entender que malas geram custo no transporte. “Cada quilo transportado gera mais consumo de combustível (principal item de custo em empresas aéreas) e requer gente para embarcar e desembarcar as malas, fora a infraestrutura dos aeroportos, esteiras, caminhões, segurança, raio X…”, disse.

Ele continua. “Em qualquer voo, existem diferentes tipos de passageiros. Alguns estão viajando por muitos dias, ou se mudando, e levam consigo várias malas. Outros só levam uma mochila ou são pessoas viajando a trabalho e voltando no mesmo dia sem despachar nada. Algumas são crianças, cujas roupas estão nas malas dos pais. Cobrar separado faz com que cada um pague pelo que leva, sendo assim mais justo”, completa.

As empresas começaram a cobrar por algo que não cobravam antes?

Segundo o CEO da Latam, Brasil, “a verdade é que nós sempre cobramos pelo despacho da bagagem. Este custo estava embutido no preço da passagem. E como não podíamos diferenciar o preço porque não sabíamos quem levava quantas malas, todos pagavam pela média de malas despachadas”, destacou.

Ainda de acordo com ele, “isto ajudava quem ia despachar muita mala, porque este pagava pouco. Por outro lado, penalizava quem viajava com pouca mala, porque este cliente pagava pelo despacho da mala dos outros. Sei que não é simples… Mas acreditem: justiça é pagar pelo que você consome! Não acredite em quem tenta defender o contrário”, finaliza.