
Dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) revelam que as três principais empresas aéreas brasileiras (Azul, Gol e Latam) somaram, no 2º trimestre deste ano, mais de R$ 11,8 bilhões em receitas de serviços aéreos. Se comparado com o resultado apurado no mesmo período do ano passado, o valor representa um crescimento de 195,05%. É o melhor resultado obtido pelas companhias para o trimestre, em termos nominais, nos últimos oito anos.
Segundo a Anac, o item que isoladamente mais onerou as empresas aéreas no trimestre, o querosene de aviação (QAV), sofreu um aumento de 85,2% no 2º trimestre de 2022 em relação ao mesmo período de 2021. Mesmo assim, entre o segundo trimestre do ano passado e o mesmo período desse ano, as aéreas elevaram a oferta de voos no mercado doméstico e internacional. Latam, Gol e Azul aumentaram o indicador em 126,3%, 123,6% e 56,8%, respectivamente.
De abril a junho deste ano, os indicadores de custos e despesas tiveram aumento de 95,73% na comparação com igual período de 2021. Foram mais de R$ 12,30 bilhões em custos e despesas frente aos R$ 6,28 bilhões verificados no mesmo período do ano passado. O item combustíveis e lubrificantes ocupou o primeiro lugar entre os mais onerosos para as aéreas (41,74%), seguidos de despesas operacionais (11,92%) e custos com pessoal (11,69%).
PREJUÍZO – As três principais aéreas brasileiras apuraram, no 2º trimestre deste ano, resultado líquido negativo de R$ 6,04 bilhões. Ainda assim, o fluxo de caixa apurado ao final do período foi positivo em R$ 2,7 bilhões. Um ano atrás, as companhias apresentaram resultado e fluxo de caixa positivos correspondentes a R$ 899,48 milhões e 2,1 bilhões, respectivamente.







