Inflação de janeiro sofre pressão de alta nas passagens aéreas e alimentos
Tarifas de voos foi o principal vilã (Marcos Santos/ USP Imagens)

A inflação de janeiro registrou 0,16%, o menor índice para o mês desde 1994, mas com destaque para algumas altas significativas. As passagens aéreas foram o principal fator de pressão, com um aumento expressivo de 10,42%. Esse reajuste, que afetou diretamente o índice de transportes, que subiu 1,3%, reflete o cenário desafiador para o setor, que enfrenta a combinação de demanda crescente e custos operacionais elevados.

O impacto das tarifas de voos foi sentido principalmente por passageiros de voos domésticos, onde as altas continuam a ser sentidas, com destaque para as rotas mais concorridas, como São Paulo–Rio de Janeiro e outras conexões regionais populares.

Já a energia elétrica teve queda significativa de 14,21%, impulsionada pelo Bônus Itaipu, aliviando o custo da conta de luz. Os transportes, como ônibus urbanos e passagens aumentaram 1,3%, com destaque para o reajuste de tarifas. No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação ficou em 4,56%, acima da meta do governo.

Em meio à desaceleração geral da inflação, o setor aéreo segue como ponto de atenção para os consumidores, que enfrentam preços mais altos e continuam sentindo o impacto nos gastos.