
Quem viaja para o exterior precisa redobrar a atenção com a segurança da bagagem, e a Declaração Especial de Valor (DEV) é uma opção para garantir indenização adequada em caso de extravio, dano ou perda dos pertences despachados.
O processo é simples: o passageiro deve preencher um formulário fornecido pela companhia aérea, informando o valor exato da bagagem. Para validar a declaração, pode ser necessário apresentar notas fiscais ou outros comprovantes. Além disso, há o pagamento de uma taxa extra, calculada com base no valor declarado.
“Sem a DEV, as companhias aéreas costumam indenizar os passageiros seguindo regras da Convenção de Montreal, que estipula um valor máximo por quilo de bagagem despachada. No entanto, esse valor pode ser muito inferior ao real custo dos itens transportados”, explica Paulo Fabra, advogado e CEO da Protec Bag, empresa que atua na proteção de bagagens em aeroportos.
Esse documento atesta o que o passageiro está despachando junto com a sua bagagem e, com isso, tendo um registro para possíveis furtos ou extravios que possam acontecer enquanto a mala não estiver em sua posse.
“É importante destacar que a DEV não é aplicável a todos os itens. Objetos de valor, como joias, eletrônicos e documentos importantes, devem ser transportados na bagagem de mão sempre que possível”, ressalta Fabra.
A adoção da Declaração Especial de Valor é uma medida preventiva que pode evitar transtornos e prejuízos significativos, mas não protege, por exemplo, danos à bagagem ou furtos de itens não declarados.
“O ideal é sempre somar proteções. Embalar a mala com o plástico adequado, usar um cadeado de qualidade, personalizar a sua mala com algum desenho ou acessório para a diferenciar e ter em mãos a DEV preenchida com os itens que não estarão com você durante o voo.”, finaliza.







