
O Aeroporto Internacional de Guarulhos enfrentou longas filas e atrasos no dia de ontem, quinta-feira, 21 de agosto, na área de pré-embarque, segundo relatos de passageiros nas redes sociais. O que inicialmente parecia ser um problema operacional se revelou um apenas como um reforço a uma medida de segurança que já existia, mas nem sempre era adotada pelo terminal. A partir de agora, o Aeroporto passa a exigir o uso obrigatório de saquinhos transparentes estilo ziplock para o transporte de líquidos e cremes de até 100 ml na bagagem de mão, tanto em voos nacionais, quanto nos internacionais.
Embora a regra do limite de 100 ml já fosse aplicada, nem sempre houve a exigência do saquinho, o que acabou surpreendendo os passageiros. A mudança repentina gerou confusão, aumento no tempo de espera e filas extensas nos pontos de inspeção do raio X. Mas, vale ressaltar, a exigência é uma medida da própria Anac, que nem sempre foi adotada de maneiro correta pelos terminais. Nesta semana, o Aeroporto de Guarulhos foi o único do país a ser reprovado em avaliação da Anac, o que poderia ter motivado a fiscalização mais à risca.
Nas redes sociais como o Instagram, é possível encontrar posts de agências de viagens alertando os seus passageiros sobre as novas medidas, bem como vídeos mostrando as filas causadas pela novidade. Muitos alertam aos passageiros que cheguem ainda mais cedo no aeroporto para evitar possíveis problemas e atrasos, e que levem os seus próprios sacos transparentes. Alguns passageiros relataram que esperaram mais de 1h30 na fila do raio-x.
A adoção da prática vai na contra mão da tendência de outros terminais ao redor do mundo, que tem dispensado a restrição de líquidos até 100 ml, como alguns casos na UE.







