UE pressiona gigantes de tecnologia sobre medidas contra golpes on-line
Legislação recente obriga empresas a avaliar riscos e agir contra conteúdos fraudulentos

A Comissão Europeia colocou Google, Microsoft, Apple e Booking sob pressão ao pedir detalhes sobre como cada uma vem atuando para conter a explosão de golpes digitais. O órgão quer entender de que forma as plataformas avaliam riscos, monitoram conteúdos e evitam que usuários caiam em fraudes financeiras.

“O uso abusivo das plataformas on-line e dos mecanismos de busca por golpistas está crescendo. Eles exploram brechas para atrair vítimas, sejam indivíduos ou empresas”, afirmou o porta-voz da comissão, Thomas Regnier.

Segundo o executivo, criminosos digitais publicam links fraudulentos em buscas e marketplaces ou chegam a desenvolver aplicativos falsos de bancos e investimentos que circulam nas lojas oficiais.

O questionamento faz parte da aplicação da Lei de Serviços Digitais (DSA), legislação recente que exige das big techs mais responsabilidade na proteção do consumidor. A comissão solicitou informações detalhadas sobre como as empresas avaliam conteúdos fraudulentos e quais medidas práticas adotam para reduzir riscos.

Além disso, quer saber como Apple, Google e Booking verificam a identidade de empresas que utilizam seus serviços. No caso dos mecanismos de busca do Google e da Microsoft, o foco está nos links patrocinados e anúncios que possam direcionar para sites enganosos.

Um porta-voz da Microsoft disse que a companhia “está comprometida em criar experiências online seguras” e seguirá em diálogo com a comissão. O Google afirmou que vai analisar o pedido, mas não comentou sobre a troca de informações com o órgão. Apple e Booking não responderam até o fechamento desta edição.

Com informações de Down Jones