
Nesta terça-feira (30), a Braztoa reagiu à entrevista de Renato Kido, fundador da ViagensPromo, criticando declarações que prejudicam a imagem dos agentes de viagens e colocam sua credibilidade em questão. Segundo a entidade, Kido não apresentou soluções concretas para ressarcir empresas e clientes lesados e, em vez de assumir responsabilidades, tentou transferir a culpa para parceiros do setor.
A Braztoa classificou a entrevista como tentativa de gerar publicidade positiva para uma empresa desacreditada e reforçou a necessidade de reparação financeira e moral aos agentes, operadores, hoteleiros e demais profissionais do turismo. A entidade também alertou para a importância de atenção a riscos no mercado e ressaltou que empresas sérias continuam a atuar de forma confiável e responsável.
Veja abaixo, e na íntegra, o posicionamento da Braztoa.
Posicionamento da Braztoa
“Tomamos conhecimento, nesta data, da entrevista concedida pelo Sr. Renato Kido [fundador da ViagensPromo]. Lamentamos que não tenham sido apresentados fatos novos sobre os acontecimentos, tampouco propostas de soluções concretas, em especial, o ressarcimento financeiro às empresas e passageiros lesados.
A entrevista nos pareceu apenas uma tentativa de gerar publicidade positiva em favor de uma empresa e de seus sócios, cujo nome encontra-se hoje desacreditado no mercado. Ao invés de assumir suas responsabilidades, a empresa busca, de forma equivocada, transferir a culpa para agências de viagem e parceiros comerciais, ignorando os prejuízos milionários causados a diversas empresas do setor em decorrência de sua má administração.
A Braztoa não compactua com acusações infundadas e reitera a necessidade urgente de soluções que restituam não apenas as perdas financeiras, mas também os danos morais sofridos não apenas pelos agentes de viagem, mas também operadores, hoteleiros e receptivos, que atuam de forma séria e responsável na construção de um mercado de turismo confiável e sustentável.
Por fim, reforçamos nossos comunicados anteriores, sobre a importância não apenas dos agentes de viagem, mas do mercado como um todo, estar atento a sinais de risco. Como sempre foi destacado pela entidade, mágica não existe, o que parece bom demais para ser verdade, na maioria das vezes, de fato não é real. O turismo brasileiro, e a Braztoa, contam com excelentes empresas, comprometidas com a entrega de serviços de qualidade.
ViagensPromo

A ViagensPromo, operadora de turismo fundada em 2018 por Renato Kido, vive hoje sua maior crise. A empresa cresceu rápido, apostou em inovação e chegou a movimentar mais de 200 destinos nacionais e internacionais, com produtos como fretamentos aéreos, cruzeiros e até uma maquininha própria de pagamentos.
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Nos últimos dois anos, porém, vieram os tropeços: lançamentos caros (como voos de luxo no VP Premium), promoções agressivas com baixa margem, plataformas que não se consolidaram e o FIDC de R$ 1,5 bilhão, anunciado em 2024, que nunca saiu do papel. O resultado foi um rombo que, segundo fontes do mercado, pode passar de R$ 70 milhões.
Desde então, multiplicaram-se as queixas de fornecedores, agências e clientes por atrasos e cancelamentos. A saída de sócios, o fim da parceria com a Easy Travel Shop e a falta de transparência sobre o fundo agravaram a perda de confiança.







