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Reestruturação da Gol busca sinergias, redução de custos e prepara operação internacional futura (Divulgação/Gol)

O Grupo Abra, controlador da Gol e da Avianca da Colômbia, anunciou nesta quarta-feira (15), a intenção de abrir capital nos Estados Unidos. A companhia informou que pretende “submeter, de forma confidencial, à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC), um rascunho de declaração de registro no Formulário F-1 referente a uma potencial oferta pública inicial (IPO) de suas ações ordinárias”.

A realização do IPO dependerá das condições de mercado e da conclusão do processo de revisão pela SEC. O movimento ocorre logo após a Gol anunciar, na segunda-feira, 13, sua intenção de deixar a Bolsa brasileira. A proposta de reestruturação prevê que a Gol Linhas Aéreas Inteligentes e a Gol Investment Brasil (GIB) sejam incorporadas pela Gol Linhas Aéreas (GLA), reorganizando a estrutura societária da companhia.

Atualmente, a GIB detém a Gol Linhas Aéreas Inteligentes, que possui ações negociadas na B3, enquanto esta última é dona da GLA. A proposta prevê que cada acionista receba uma ação ordinária da GLA por ação ordinária da Gol e 35 ações ordinárias da GLA por ação preferencial da Gol. A aprovação da reestruturação será discutida em assembleia-geral marcada para 4 de novembro. Segundo comunicado da empresa, a medida visa “reorganizar as operações da companhia, buscar sinergias e reduzir seus custos”.

Além do IPO, o Grupo Abra anunciou avanço no Chile, solicitando um certificado de operador aéreo à Direção Geral de Aviação Civil do país. A operação será conduzida pela NG Servicios Aéreos, empresa do grupo registrada em Santiago, para atividades de voos não regulares, como fretamentos e ACMI, modelo em que a aeronave, tripulação, manutenção e seguro são fornecidos a terceiros.

O mercado financeiro acompanha o movimento como parte de uma estratégia de internacionalização do grupo, que já havia realizado reestruturações anteriores, como a reincorporação da Smiles em 2018, então alvo de críticas de acionistas minoritários sobre os termos de troca das ações.