Metanol: investigação avança e setor espera retomada do movimento; Fhoresp apresenta 10 medidas para frear adulteração
Observatório nacional e rastreabilidade: como o setor quer combater a pirataria (Freepik)

O medo de beber algo contaminado derrubou o movimento em bares e restaurantes de São Paulo em até 26% nas últimas semanas. Agora, com a Polícia Civil avançando nas investigações e desarticulando esquemas de distribuição de bebidas adulteradas, o setor aposta na recuperação rápida. A Fhoresp, que representa mais de 500 mil estabelecimentos no estado, apresentou uma série de medidas para evitar que a crise se repita, entre elas, a criação do Observatório Nacional do Mercado de Bebidas.

Segundo o Núcleo de Pesquisa e Estatística da federação, mesmo com o impacto da adulteração, o segmento de Alojamento e Alimentação Fora do Lar deve faturar R$ 668 bilhões em 2025, alta de 7,1% sobre 2024. Para Edson Pinto, diretor-executivo da Fhoresp, a combinação de fiscalização mais rigorosa e cooperação com o setor privado é a chave para recuperar a confiança do público: “Não é só uma questão de metanol. O Brasil ainda precisa avançar no controle de bebidas. Nosso setor tem tudo a ganhar com regras mais claras e fiscalização eficiente”, afirma.

Entre as dez ações sugeridas pela federação estão a implementação de um Sistema Nacional de Rastreabilidade e Controle de Bebidas e a logística reversa de garrafas, evitando que vasilhames vazios voltem ao mercado ilegal. A expectativa é que, nas próximas semanas, os bares paulistas voltem a sentir o aquecimento típico do verão e das festas de fim de ano.