
O ministro do Turismo, Celso Sabino, afirmou que falhas de segurança sob responsabilidade da ONU permitiram o incêndio registrado em 20 de novembro, na Zona Azul da COP30, em Belém. O fogo começou na área do Pavilhão da África Oriental após um expositor entrar com um forno de micro-ondas. “O que a gente não contava no nosso planejamento é que um indivíduo de outro país entrasse de forma, vamos chamar assim, clandestina, com um forno de micro-ondas”, disse.
O equipamento era proibido por risco de sobrecarga elétrica. “Tendo que passar pelo raio-x da ONU, como foi que entrou?”, questionou Sabino. O governo do Pará aponta suspeita de curto-circuito no micro-ondas como causa do incêndio, enquanto o ministro citou a possibilidade de um celular carregando ter iniciado o fogo.
O ministro declarou que o alarme não foi acionado rapidamente, apesar da proximidade de botoeiras de emergência. “Havia pessoas com as imagens do fogo se iniciando naquele momento e que estavam com várias botoeiras na frente. E essas pessoas, que eram da Organização das Nações Unidas, não apertaram esse botão”, afirmou.
As chamas foram controladas em cerca de seis minutos. A estrutura do pavilhão ficou danificada, mas não houve queimaduras graves. Vinte e sete pessoas precisaram de atendimento médico por inalação de fumaça e ansiedade. Sabino afirmou que o planejamento de segurança evitou um desastre maior. “Se não fosse esse planejamento e essa preocupação prévia, poderíamos estar vivendo uma tragédia maior que a da boate Kiss.”
A Polícia Federal investiga como o aparelho foi levado à conferência e a condução da equipe de segurança. Segundo Sabino, “houve uma falha na fiscalização” e a apuração “vai definir se essas pessoas cometeram uma falha ou não”.
O acesso ao pavilhão foi restabelecido às 20h40 do mesmo dia, após avaliação de estabilidade. O coordenador do Observatório do Clima, Claudio Angelo, classificou o episódio como inédito nas COPs: “Nunca houve, em 30 anos de Convenção do Clima, uma Zona Azul pegando fogo.”
O governo e a ONU são pressionados a revisar os protocolos de segurança, num momento em que a COP30 segue recebendo público internacional com foco ampliado no turismo e na agenda climática.
*Com informações do Poder360.







