Embraer receberá R$ 1 bilhão do BNDES para ampliar ritmo de exportações
Empresa prevê entregar até 85 jatos comerciais ao exterior em 2025 (Antonio Milena/Arquivo Abr)

A Embraer, terceira maior fabricante de aviões do mundo, receberá um financiamento de R$ 1,09 bilhão do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para acelerar a produção de aeronaves comerciais destinadas ao mercado externo. O empréstimo, aprovado nesta terça-feira (25), será usado para cumprir o cronograma de entregas já fechado com importadores internacionais.

Líder global na categoria de jatos de até 150 assentos, a empresa projeta entregar entre 77 e 85 aeronaves comerciais em 2025. Um aumento, em relação aos 73 do ano passado e 64 de 2023. Somando a área comercial e o segmento de defesa, foram 206 entregas em 2024 e 181 em 2023. O recurso virá da linha Exim Pré-embarque, voltada a exportadores, com juros compostos pelo custo financeiro, taxas do BNDES e risco de crédito.

Segundo o presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto, a companhia vive um momento de forte demanda e volume recorde de pedidos. Ele afirma que o apoio do BNDES é essencial para ampliar a capacidade industrial e acelerar as entregas nos próximos anos. “Estamos realizando investimentos significativos para atender à crescente procura por nossos produtos”, disse em comunicado.

Já o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou que o Brasil integra um “seleto grupo” de países capazes de projetar, produzir e exportar aeronaves comerciais, executivas, de defesa e agrícolas. Desde 1997, o banco já financiou cerca de US$ 26,3 bilhões em exportações da Embraer, apoiando a produção de 1.350 jatos. “É um setor estratégico, devido à alta tecnologia envolvida, ao emprego de mão de obra com alta capacitação e à capacidade de gerar inovações com impactos positivos na economia do Brasil”, afirmou Mercadante.

A Embraer tem 23,5 mil funcionários no mundo, sendo 18 mil no Brasil, principalmente em São José dos Campos. A empresa também mantém operações em Sorocaba, Botucatu, Gavião Peixoto, Florianópolis e Belo Horizonte, além de fábricas nos Estados Unidos e em Portugal. A maior parte das vendas segue para o mercado externo.

Com informações de Bruno de Freitas Moura, Agência Brasil.