
PORTO DE GALINHAS – O painel “Cenário do Turismo Internacional“, realizado nesta quarta-feira (3) durante o Visit Travel Show, com mediação de Diogo Beltrão, da Empetur, reuniu Bruno Reis, da Embratur, Gabriel Sanches, da All Seasons, Claudio Maia, da Itaparica, e Yumi Nakayama, da Webbeds, para discutir a percepção do Brasil no exterior, os ajustes necessários para ampliar a competitividade até 2026 e a forma como dados e segmentação orientam a estratégia. O encontro analisou o comportamento dos viajantes, revisões na política de promoção e a necessidade de coordenação entre atores públicos e privados.
Reis afirmou que o país vive um período de exposição elevada e defendeu que o setor aproveite o cenário. “O Brasil está em um momento de visibilidade e precisa aproveitar a oportunidade”, disse. Ele apresentou o Plano Brasil como estrutura para reorganizar prioridades no exterior e justificou a centralidade de métricas. Segundo ele, “não existe avanço sem dados”.
O executivo relatou mudanças nos processos de coleta e análise de informações, mencionando o uso de dados de consumo da Visa para mapear o comportamento dos visitantes. Também destacou que o país opera voos internacionais em dezenove aeroportos, indicador que considera relevante para dimensionar o fluxo de entrada. Para ele, a reestruturação da promoção baseada em clusters e segmentos responde à necessidade de comunicação direcionada; como afirmou, “o Brasil não pode comunicar tudo para todos”.
Reis citou nichos como luxo, observação de aves e pesca esportiva, que exigem atuação em canais específicos. Ele explicou que Nordeste, Amazônia e Pantanal passaram a ter posicionamento integrado para fortalecer a presença em mercados emissores. Entre ações recentes, mencionou o lançamento da marca Nordeste na FIT Argentina e roadshows na Europa voltados a operadores especializados.
Ao avaliar a preparação para 2026, Reis apontou que a demanda internacional está mais criteriosa. “O viajante internacional está mais exigente e compara tudo”, afirmou, acrescentando que experiências e autenticidade têm ganhado peso nas decisões de compra. Ele destacou que operadores europeus já priorizam produtos alinhados a critérios ambientais e sociais, o que abre espaço para o crescimento do turismo regenerativo.
*O M&E viaja com proteção da GTA e apoio da Shift Mobilidade Corporativa.







