
O Sudeste Asiático vive um boom sem precedentes entre os brasileiros em 2025. Dados da plataforma Civitatis mostram que as reservas para a região cresceram mais de 40% em comparação ao ano passado, impulsionadas por preços baixos, novas regras de vistos e a força das redes sociais na construção do desejo de viagem. Países antes pouco explorados pelos viajantes do Brasil agora figuram no topo das buscas, e o movimento ainda deve crescer.
Segundo Alexandre Oliveira, Country Manager da Civitatis no Brasil, a combinação de fatores criou o terreno perfeito para o avanço. “A facilitação de vistos, o custo mais amigável e a presença constante nas redes sociais formaram o mix ideal para essa explosão de interesse em 2025”, afirma. O impacto é visível nos números: Laos disparou 350% em reservas, seguido por Vietnã (+133%), Tailândia (+53%) e Singapura (+26%).
Capitais como Bangkok e destinos de praia, como Phuket e Bali, seguem entre os favoritos. E a preferência se reflete também nas experiências contratadas: o tour pelo Grande Palácio e Templo do Buda de Esmeralda, em Bangkok, lidera as reservas, sempre com destaque para os guias em português, hoje uma das principais demandas dos brasileiros na região.
O preço, claro, pesa. É possível encontrar hospedagens na Tailândia por menos de R$ 200 para duas pessoas, enquanto boa parte dos passeios custa entre R$ 100 e R$ 200. No Vietnã, o famoso passeio de barco pela Baía de Ha Long, um dos mais reservados na Civitatis, gira em torno de R$ 320. “Essa acessibilidade se torna ainda mais atraente em um cenário de dólar e euro altos. O real rende mais na Ásia do que em destinos tradicionais do Ocidente”, explica Oliveira.
Outro motor do crescimento está nas mudanças de política migratória. Países como Tailândia, Vietnã e Indonésia ampliaram ou simplificaram a entrada de brasileiros, reduzindo custos e burocracias que antes afastavam parte dos viajantes. “Menos barreiras significa mais incentivo. Muita gente que tinha receio agora enxerga o Sudeste Asiático como uma viagem possível”, reforça o executivo.
Mas não é só logística: o fator cultural ganhou protagonismo. Em um período de 12 meses, mais de 50 mil vídeos relacionados à cultura oriental foram produzidos nas redes brasileiras, somando quase 12 milhões de visualizações, segundo a plataforma Winnin. Para Oliveira, isso diz muito sobre o atual comportamento do viajante. “A cultura asiática entrou de vez no feed do brasileiro, seja por curiosidade, estética ou planejamento de viagem.”
As celebridades também turbinaram o desejo. Larissa Manoela e André Luiz Frambach renovaram votos em uma praia de Krabi e participaram do Festival das Lanternas em Chiang Mai. Jade Picon explorou a Tailândia, enquanto Daniela Ciccarelli apostou nas praias de Sumatra. “Esse efeito celebridade cria uma vitrine poderosa. O público vê, salva e passa a considerar o destino”, analisa Oliveira. A série “The White Lotus”, gravada em Koh Samui, também colocou a Tailândia em um novo patamar de exposição global.
De olho nesse movimento, a Civitatis vem ampliando ofertas focadas no brasileiro, especialmente tours com guias em português. Os dois passeios mais reservados no Sudeste Asiático em 2025 são justamente os realizados em português em Bangkok, reflexo de um público que busca praticidade, compreensão e segurança.







