Acordo de última hora evita greve de pilotos e comissários no Brasil
Tripulantes aprovam acordo mediado pelo TST e cancelam greve prevista para janeiro de 2026 (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, anunciou neste domingo (28) que não haverá greve de pilotos e comissários de bordo no Brasil. A decisão ocorreu após a aprovação da proposta de renovação da Convenção Coletiva de Trabalho para o período 2025/2026, o que encerrou a possibilidade de paralisação prevista para o início de 2026.

O acordo foi aprovado em votação realizada no sábado (27), conforme informou o Sindicato Nacional dos Aeronautas. As negociações tiveram mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e envolveram as companhias aéreas Azul e Gol. Os tripulantes da Latam já haviam firmado acordo anteriormente e não participaram da votação.

Acordo de última hora evita greve de pilotos e comissários no Brasil
“URGENTE: Não haverá greve na aviação do Brasil. Acordo firmado entre o Sindicato Nacional dos Aeronautas e as empresas aéreas, com mediação do TST, garante a normalidade dos voos e segurança dos passageiros. Fortalecendo ainda mais o turismo de negócios e lazer” – Silvio Costa Filho (Reprodução, X)

Em publicação nas redes sociais, o ministro informou que o entendimento garante a manutenção da operação dos voos. Segundo ele, o acordo assegura a continuidade do transporte aéreo e do funcionamento do turismo de negócios e lazer no país.

Antes da aprovação, os aeronautas haviam declarado estado de greve após rejeitarem, por margem apertada, a proposta inicial apresentada pelas empresas. Na ocasião, 49,31% votaram contra, 49,25% a favor e 1,44% se abstiveram, mantendo a possibilidade de paralisação a partir de 1º de janeiro.

Entre as reivindicações da categoria estavam recomposição salarial pelo INPC acrescido de 3%, reajuste do vale-alimentação pelo índice inflacionário mais R$ 105, ajustes na previdência privada, aumento das diárias internacionais e pagamento em dobro da hora noturna. O sindicato também destacou a necessidade de medidas relacionadas à fadiga dos tripulantes.

Diante do impasse, o TST apresentou uma contraproposta prevendo reajuste salarial pelo INPC mais 0,5% e aumento de 8% no vale-alimentação. O texto foi submetido a nova votação on-line e aprovado pela maioria.

O resultado final indicou que 65,93% dos votantes aprovaram a proposta, 32,77% votaram contra e 1,29% se abstiveram. Com isso, a assembleia que poderia deflagrar a greve foi cancelada, mantendo a operação regular do setor aéreo no início de 2026.

*Com informações de Bruno Ferreira, DCM.