
Viajar nunca esteve tão em alta. Mas, se o desejo continua forte, a forma de viajar está passando por uma virada profunda. O turismo entra em 2026 deixando para trás o “piloto automático” e assumindo uma lógica mais consciente, estratégica e alinhada a valores pessoais e profissionais. Essa é a principal leitura da segunda edição do e-book de tendências lançado pela BeFly, que antecipa movimentos capazes de redesenhar o comportamento do viajante e a atuação do trade nos próximos anos.
O material parte de uma constatação clara: o consumidor está mais maduro, menos impulsivo e muito mais atento ao significado de cada jornada. Viajar deixa de ser apenas deslocamento ou status e passa a funcionar como um reflexo de escolhas, repertório cultural e impacto no mundo.
Novas tendências de luxo
Uma das transformações mais simbólicas apontadas no estudo está no conceito de luxo. A ostentação perde espaço para experiências que geram aprendizado, conexão e transformação pessoal. Dados de relatórios internacionais mostram que viajantes de alto padrão já priorizam vivências únicas em vez de bens materiais, o que ajuda a explicar o crescimento do interesse por destinos menos óbvios e mais imersivos.
Regiões como Ásia Central, Sudeste Asiático e Norte da África ganham protagonismo justamente por oferecerem contato direto com culturas locais, histórias pouco exploradas e experiências consideradas irrepetíveis. O valor da viagem passa a ser medido menos pelo conforto e mais pelo impacto que ela provoca em quem viaja.
Intercâmbio deixa de ter idade
Outro movimento que chama atenção é a quebra de um estereótipo histórico do turismo educacional. O intercâmbio já não é exclusividade de jovens. Em 2026, cresce de forma consistente a presença de viajantes com mais de 50 anos em programas de educação internacional, especialmente na Europa.
Esse público busca desde reciclagem profissional até imersão cultural e bem-estar, reforçando o conceito de aprendizado contínuo. A viagem, nesse contexto, se transforma em ferramenta de desenvolvimento pessoal, sem prazo de validade e com alto valor agregado.
Inteligência Artificial como infraestrutura invisível
Se antes a tecnologia era vista como ameaça, agora passa a ser entendida como aliada. O estudo mostra que a Inteligência Artificial deixa de ser tendência e se consolida como infraestrutura básica do turismo. Ao assumir tarefas operacionais, ela libera agentes e consultores para aquilo que realmente gera valor: curadoria, criatividade, empatia e personalização.
O profissional do futuro não é substituído pela máquina, mas potencializado por ela. Em um mercado cada vez mais automatizado, o toque humano intencional se torna o verdadeiro diferencial premium.
Destinos clássicos perdem espaço para rotas alternativas
A busca por autenticidade também está mudando o mapa das viagens. Em vez de repetir roteiros saturados, o viajante quer viver o destino como um local, explorando bairros menos turísticos e experiências culturais reais. Países como a Albânia despontam como alternativas a destinos tradicionais da Europa, enquanto mercados como os Estados Unidos enfrentam queda de interesse, influenciados por custos elevados e burocracias.
Mais do que economizar, o consumidor quer construir repertório e identidade por meio das viagens. O destino passa a ser escolhido não pela conveniência, mas pelo significado.
Sustentabilidade vira cláusula, não discurso
No turismo corporativo e de eventos, a sustentabilidade deixa definitivamente o campo da narrativa para se tornar exigência contratual. Empresas passam a cobrar de seus parceiros os mesmos padrões ESG adotados internamente, com foco real na redução de emissões e não apenas em compensações.
O conceito de “evento bonito” dá lugar ao de “evento significativo”, com decisões planejadas para gerar impacto mensurável e coerente com os valores das marcas.
Um material para quem quer se antecipar
As tendências destacadas acima são apenas alguns recortes de um material mais amplo, que analisa de forma aprofundada os principais vetores de transformação do turismo. A publicação percorre diferentes segmentos, do lazer ao corporativo, do luxo ao turismo experiencial, e também dedica espaço a sinais emergentes que ainda passam despercebidos pela maior parte do mercado, mas que tendem a ganhar força nos próximos ciclos.
Segundo Luciano Guimarães, vice-presidente de Negócios da BeFly, o e-book surge como uma ferramenta de antecipação para um setor que atravessa uma transição acelerada. Entender como comportamento do viajante, tecnologia e uso inteligente de dados se conectam será fundamental para que as empresas se posicionem de forma competitiva em 2026. “O turismo está entrando em uma nova fase, em que esses três pilares se conectam para criar experiências mais inteligentes e personalizadas”, afirma.
Na mesma direção, Sylvio Ferraz, vice-presidente de Produtos e Novos Negócios da BeFly, avalia que a tecnologia deixa de ser apenas um diferencial e passa a ocupar um papel estrutural no desenho das jornadas. A personalização extrema, apoiada por Inteligência Artificial e automação, tende a ser decisiva para atender um viajante cada vez mais exigente e em busca de experiências únicas. “As empresas que conseguirem aliar dados, sensibilidade e criatividade terão vantagem competitiva em um mercado cada vez mais disputado”, reforça.
O material está disponível para download gratuito.







