
A Global Business Travel Association (GBTA) apresentou, nesta sexta-feira (6), comentários formais à U.S. Customs and Border Protection (CBP) pedindo ajustes nas mudanças propostas para o Electronic System for Travel Authorization (ESTA), por avaliar que as novas exigências podem dificultar viagens corporativas internacionais e reduzir a atratividade dos Estados Unidos como destino de negócios.
Segundo a entidade, as alterações ampliam a coleta de dados dos viajantes, incluindo histórico de redes sociais, contatos pessoais, informações familiares e possíveis dados biométricos. A proposta também prevê que o processo de solicitação seja feito exclusivamente por aplicativo móvel.
A GBTA avalia que o novo modelo pode aumentar a carga administrativa, alongar prazos de aprovação e reduzir a previsibilidade no planejamento de viagens, além de criar barreiras para empresas com protocolos rígidos de segurança digital.
A associação também aponta risco de conflito com legislações internacionais de proteção de dados, especialmente na União Europeia, onde há limites para coleta, armazenamento e transferência de informações pessoais.
“Embora apoiemos medidas de segurança nas fronteiras, as mudanças propostas trazem riscos relevantes para as viagens corporativas e para os destinos americanos que dependem desse fluxo”, afirmou Suzanne Neufang, CEO da GBTA.
Levantamento da GBTA

Dados da entidade indicam que seus membros administram mais de US$ 363 bilhões por ano em viagens corporativas. Em 2022, o impacto econômico do segmento nos Estados Unidos foi estimado em US$ 484 bilhões, com suporte a seis milhões de empregos.
Pesquisa da GBTA realizada em janeiro de 2026 com 571 profissionais de 40 países mostra que 78% estão preocupados com as mudanças no ESTA. O levantamento aponta ainda que 43% das empresas tendem a transferir reuniões para fora dos Estados Unidos e que parte do mercado prevê redução de curto e longo prazo nas viagens corporativas ao país.







