Carnaval
M&E conversou com Marcelo Freixo sobre o papel do Carnaval na promoção do Brasil (Natália Strucchi/M&E)

RIO DE JANEIRO – O Mercado & Eventos acompanhou o último dia de desfiles do Grupo Especial na Marquês de Sapucaí e conversou com o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, sobre o impacto do Carnaval na promoção internacional do Brasil. Em meio a arquibancadas lotadas, turistas estrangeiros e cobertura internacional intensa, Freixo classificou a festa como o “ápice” de um ciclo histórico para o turismo nacional.

“Eu acho que o Brasil está no melhor momento do turismo. A gente bateu todos os recordes, e este Carnaval é o ápice de todo esse trabalho que colocou o Brasil no mundo como um lugar para as pessoas serem felizes”, afirmou.

Segundo ele, o diferencial brasileiro vai além das paisagens e dos cartões-postais. “O Brasil é um lugar onde você se conhece melhor, onde você se permite ser mais feliz. Você conhece um povo incrível, acolhedor, e uma cultura indescritível. Nenhum lugar do mundo tem algo assim”, ressaltou.

Cultura com identidade e protagonismo popular

Para Freixo, o Carnaval é muito mais do que espetáculo. Ele destaca o papel das comunidades na construção de cada desfile que cruza a avenida. “Cada carro alegórico, cada peça é colada por alguém que mora numa comunidade. Existem histórias por trás de cada enredo, de cada samba, de cada personagem que entra numa avenida como essa”, disse.

Na avaliação do presidente da Embratur, trata-se de uma celebração com identidade e conteúdo. “Não é uma festa vazia. É uma festa com profundidade, com existência. É uma reafirmação cultural”, completou.

Investimento como estratégia de promoção internacional

Freixo também detalhou o apoio institucional ao Carnaval carioca. A Embratur destinou R$ 12 milhões à Liga das Escolas de Samba – o mesmo valor investido no ano passado –, equivalente a R$ 1 milhão por escola, em contrato firmado com a entidade organizadora.

“O investimento é com a Liesa, não com cada escola individualmente, e independe de enredo. A responsabilidade artística é de cada agremiação. O nosso papel é estimular o Carnaval como produto turístico e cultural”, explicou.

A estratégia inclui a atração de imprensa internacional. Durante os desfiles, jornalistas estrangeiros acompanharam de perto a festa. “Ontem estavam aqui cinco jornalistas argentinos, que foram para a avenida, entrevistaram pessoas e viveram a experiência. Isso é promoção direta”, destacou.

Para o presidente da Embratur, o alcance do Carnaval como vitrine global é incomparável. “Se você pensa em investir na promoção do Brasil no mundo, o que promove o Brasil mais do que um Carnaval como esse? Nada se compara a essa promoção aqui”, concluiu.