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Programa Investe+ Aeroportos será estendido a terminais estaduais e municipais (Divulgação)

A aviação brasileira vive um momento claro de expansão. Em 2025, o país chegou a 130 milhões de passageiros transportados, um recorde que reforça o tamanho do setor. O número foi destacado durante a 11ª edição do Prêmio Aviação Mais Brasil, realizada pelo Ministério de Portos e Aeroportos em parceria com a Anac e o grupo Brasil Export.

O evento, além de reconhecer aeroportos e companhias aéreas mais bem avaliados pelos passageiros, também virou palco para um anúncio importante. Um novo programa promete mexer com a lógica de investimentos no setor, principalmente fora dos grandes centros.

“O prêmio é um reconhecimento fundamental para a aviação, porque valoriza iniciativas de inclusão, boas práticas na prestação de serviços, além de dar mais comodidade e bem-estar às pessoas”, afirmou o ministro Silvio Costa Filho.

Mais do que troféus, a premiação ajuda a desenhar um retrato bem honesto do que está funcionando, e do que ainda precisa evoluir.

Quem se destacou entre aeroportos e companhias aéreas

Aviação no Brasil bate recorde e premiação revela aeroportos que realmente entrega experiência; entenda
Aeroporto de Montes Claros leva o prêmio de Melhor Aeroporto do Brasil (Reprodução/Site oficial)

Entre os regionais, o Aeroporto de Montes Claros levou o título de melhor do Brasil, reforçando um movimento interessante. Os aeroportos fora do eixo tradicional estão ganhando eficiência e, principalmente, aprovação de quem usa.

Outros destaques regionais vieram de Joinville, Sinop e Aracaju. Cada um representando sua região, mas com um ponto em comum: operação mais organizada e experiência mais fluida.

Quando o assunto é pontualidade, três nomes apareceram com força. Goiânia liderou entre aeroportos menores, Santos Dumont se destacou na faixa intermediária e Brasília manteve o desempenho entre os grandes.

Do lado das companhias, o cenário também traz pistas importantes. A Latam foi reconhecida pela pontualidade, enquanto a Azul levou o prêmio de melhor empresa aérea do país.

Aqui tem um detalhe que vale atenção. Pontualidade e percepção de qualidade nem sempre caminham juntas, mas quando aparecem no mesmo ranking, mostram maturidade operacional.

Os melhores aeroportos do Brasil por tamanho

Na divisão por volume de passageiros, os resultados reforçam uma tendência clara. Vitória liderou entre aeroportos menores, Florianópolis foi o melhor na faixa intermediária e ainda levou o título de melhor aeroporto do Brasil. Já Brasília se manteve como referência entre os maiores terminais.

Esses resultados mostram que não existe mais uma única lógica de excelência. Hoje, eficiência, conforto e experiência estão espalhados por diferentes regiões e portes.

Acessibilidade entra de vez na pauta da aviação

Se antes era um diferencial, agora virou obrigação. O Prêmio Acessibilidade destacou iniciativas que vão além do básico. A Latam foi reconhecida pelo projeto “Latam Acessível: Plataforma de Intérpretes de Libras”. Já o aeroporto de Florianópolis ganhou pelo “Mapa Digital”.

Durante o evento, o ministro reforçou um ponto que vem ganhando espaço no setor. “É importante ter um olhar atento para acessibilidade. Nós precisamos nos conectar com o mundo.”

A fala não é isolada. Reflete uma mudança de mentalidade que começa a aparecer na prática, com espaços mais preparados e serviços mais inclusivos.

Novo programa pode mudar o futuro dos aeroportos regionais

Se a premiação olha para o presente, o anúncio do programa Investe Mais Aeroportos Regionais aponta para o futuro. Na prática, a medida permite contratos comerciais mais longos, chegando a até 45 anos. Isso abre espaço para projetos maiores dentro dos aeroportos, como hotéis, centros comerciais e estruturas logísticas mais robustas.

“Com essa nova regra, será possível fechar contratos de até 45 anos. Isso abre portas para investimentos em hotéis, shoppings e terminais de carga modernos”, destacou Costa Filho.

O impacto pode ser direto na economia local. Aeroportos deixam de ser apenas pontos de passagem e passam a funcionar como polos de desenvolvimento.

Hoje, o Brasil tem 422 aeroportos administrados por estados e municípios. E apenas uma parte deles explora esse potencial comercial de forma mais estruturada.

O que tudo isso revela sobre a aviação brasileira

No fim das contas, o que essa premiação mostra vai além de vencedores. Ela escancara um setor que está crescendo, mas que também começa a se organizar melhor. A experiência do passageiro ganha peso, a eficiência operacional aparece nos resultados e a acessibilidade deixa de ser discurso.

Ao mesmo tempo, o movimento de investimentos regionais indica uma tentativa de equilibrar o mapa da aviação no país. O ponto agora é entender quem está preparado para sustentar esse crescimento sem perder qualidade no caminho.

Aviação no Brasil bate recorde e premiação revela aeroportos que realmente entrega experiência; entenda
Aeroportos regionais ganham espaço e protagonismo na aviação (Divulgação)