Ferdinando Lucena, presidente da PBTur paraíba
Ferdinando Lucena, presidente da PBTur (Ana Azevedo/M&E)

FORTALEZA – A Paraíba apresenta mais de 20 novos roteiros turísticos na  Brazil Travel Market (BTM) 2026 para ampliar a promoção dos destinos do interior e regionalizar a atividade turística. Em entrevista a feira, o presidente da Empresa Paraibana de Turismo (PBTur), Ferdinando Lucena, também destacou o Polo Turístico Cabo Branco, em João Pessoa, como diferencial competitivo do estado e apontou a conectividade aérea como um dos principais desafios para o turismo nordestino.

“Em parceria com o Sebrae, estamos divulgando mais de 20 novos roteiros, que foram estruturados. Participar da BTM é uma forma de contribuir para que o fluxo turístico regional se mantenha aquecido nos próximos meses e no próximo ano”, afirmou Lucena.

A participação na BTM inclui um túnel tecnológico na entrada do evento, com apresentações das regiões turísticas paraibanas. A iniciativa busca ampliar a visibilidade dos destinos entre agentes de viagens e operadores. O destino também promoveu uma ação de capacitação com profissionais cearenses. 

Polo Turístico Cabo Branco é aposta da Paraíba

Para Ferdinando, o principal diferencial da Paraíba está no desenvolvimento do Polo Turístico Cabo Branco, em João Pessoa. O complexo reúne empreendimentos de hospedagem e atrações de entretenimento. “Essa pluralidade torna o empreendimento diferente de outros que conhecemos. O Polo Turístico é, portanto, uma grande novidade, a cereja do bolo de tudo o que a Paraíba vem vivenciando atualmente”, declarou.

Conectividade aérea limita integração regional

Apesar dos investimentos na promoção dos destinos, Lucena apontou a conectividade aérea como um dos principais obstáculos à circulação de turistas entre os estados nordestinos. Para ele, a concentração do mercado brasileiro em três companhias aéreas limita a oferta de voos e reforça a necessidade de ampliar a concorrência.

“Se o governo federal não abrir efetivamente o mercado para novas empresas, e não apenas para companhias como a JetSmart, que vêm do mercado argentino, a situação continuará complicada”, afirmou.

O presidente da PBTur também chamou a atenção para a sazonalidade de algumas operações internacionais, que podem ficar restritas à alta temporada, e para a dificuldade de deslocamento entre destinos do próprio Nordeste. “Esse tema precisa ser debatido, assim como a reforma tributária no setor aéreo. Acredito que o grande desafio da região seja estabelecer um novo marco para a conectividade regional”, concluiu.

*O M&E viaja com proteção da GTA.