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Projeto será implantado na região de Vila Congonhas. A previsão é que o empreendimento entre em operação até dezembro de 2029 (Divulgação/Comunicação Ampla Incorporadora)

A Wyndham Hotels & Resorts ampliou sua estratégia de expansão no Brasil com a assinatura do TRYP Residences by Wyndham Congonhas Airport, empreendimento residencial com serviços de hospitalidade que será construído na região de Vila Congonhas, próximo ao Aeroporto de São Paulo Congonhas. Desenvolvido pela Ampla Incorporadora, o projeto terá 240 unidades e será o primeiro da bandeira TRYP Residences no País.

O contrato representa o segundo projeto da plataforma Residences assinado pela Wyndham no Brasil em menos de três meses. A iniciativa combina duas frentes de crescimento da companhia: empreendimentos em áreas próximas a aeroportos e residências associadas a marcas hoteleiras, modelo conhecido como branded residences.

“Estamos olhando para novas formas de levar nossas marcas ao mercado, além da geografia. Em menos de três meses, assinamos dois projetos de Residences com características completamente diferentes: um resort em um dos principais destinos de lazer do Nordeste e agora um produto urbano conectado a um dos principais hubs aéreos e empresariais do País. Isso demonstra o potencial que enxergamos para aproximar cada vez mais hotelaria e real estate no Brasil”, afirma Maria Carolina Pinheiro, vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios da Wyndham Hotels & Resorts para América Latina e Caribe.

Congonhas reforça estratégia ligada a aeroportos

Nos últimos três anos, a Wyndham dobrou o número de hotéis localizados em aeroportos ou em seus entornos imediatos na América Latina. A rede soma 12 empreendimentos com esse perfil na região. No Brasil, a estratégia já está presente no TRYP by Wyndham São Paulo Guarulhos Airport, no TRYP by Wyndham Manaus Aeroporto e no Wyndham Salvador Hangar Aeroporto. Juntas, as três unidades registram taxa média de ocupação superior a 70%.

A presença da companhia também inclui mercados como Santiago, Lima, Guadalajara, Monterrey, Cidade do México, Assunção e Quito. Em Congonhas, porém, a proposta não é a de um hotel aeroportuário convencional, mas a de um empreendimento residencial com serviços de hospitalidade, voltado tanto aos proprietários quanto à demanda por estadias de curta duração.

“Os aeroportos são grandes geradores de demanda, mas cada localização pede um produto diferente. Congonhas possui uma característica especialmente interessante porque está inserido na malha urbana de São Paulo e cercado por importantes polos corporativos, serviços, eventos e lazer. Isso cria uma demanda que vai muito além do passageiro em conexão e abre espaço para novos formatos de hospitalidade”, afirma Maria Carolina.

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Assinatura foi realizada nas presenças do sódio-diretor da Ampla Incorporadora, Leandro Campolargo; da arquiteta Marina Barnabé; da vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios da Wyndham para Latam, Maria Carolina Pinheiro; e Armando Ramirez, diretor de desenvolvimento de negócios Cone Sul (Divulgação/Comunicação | Wyndham Hotels & Resorts)

São Paulo está entre os principais mercados de branded residences

A expansão ocorre em um cenário de crescimento mundial das branded residences. Segundo o Savills Branded Residences Annual Report 2025/2026, o número de projetos passou de 323, em 2015, para uma estimativa de 910 ao final de 2025. Outros 837 empreendimentos já contratados estão previstos até 2032.

O Brasil está entre os dez países com maior presença nesse segmento, enquanto São Paulo ocupa a quarta posição global, considerando projetos concluídos e em desenvolvimento, atrás de Dubai, sul da Flórida e Nova York. A capital paulista conta com 15 empreendimentos concluídos e outros 15 em desenvolvimento.

O modelo também começa a avançar para além do mercado de luxo, com projetos nos segmentos upscale, upper midscale e midscale. A proposta é associar marcas hoteleiras a empreendimentos residenciais que podem oferecer serviços e gestão profissional sem necessariamente reproduzir a estrutura completa de um hotel.

Projeto terá 240 unidades e VGV de R$ 110 milhões

O TRYP Residences by Wyndham Congonhas Airport será construído em uma torre de oito pavimentos, na esquina da Rua Baronesa de Bela Vista com a Rua Félix de Sousa. O projeto prevê studios predominantemente com cerca de 22 metros quadrados, além de unidades de ponta com terraço e aproximadamente 28 metros quadrados.

A previsão é que o empreendimento entre em operação até dezembro de 2029. A Ampla estima investimento de R$ 40 milhões na construção civil e valor geral de vendas (VGV) de aproximadamente R$ 110 milhões.

A proposta combina características do mercado residencial com serviços de hospitalidade, em uma estrutura mais enxuta do que a de um hotel tradicional. Segundo a incorporadora, o formato busca atender investidores interessados no potencial de geração de renda dos imóveis.

“Começamos a perceber nos nossos projetos uma demanda cada vez maior de compradores interessados no imóvel como instrumento de geração de renda. A partir daí, passamos a estudar como poderíamos evoluir esse produto. Em Congonhas, localização, mobilidade e geração de demanda se encontram, e a parceria com a Wyndham acrescenta uma camada que consideramos fundamental: uma marca internacional associada a serviços, padrões de hospitalidade e gestão profissional. O investidor passa a olhar não apenas para o metro quadrado, mas para a capacidade daquele ativo de se diferenciar”, afirma Leandro Campolargo, sócio-diretor da Ampla Incorporadora.

Com cerca de 15 anos de atuação, a Ampla começou em Limeira, no interior paulista, e depois ampliou sua presença para a capital. O projeto será o décimo da empresa na cidade de São Paulo e o primeiro em parceria com uma marca internacional de hospitalidade. A incorporadora também estuda outros três empreendimentos voltados à hospedagem e à geração de renda.

De Maragogi a Congonhas

O novo contrato dá sequência à entrada da Wyndham no segmento de residências hoteleiras no Brasil. O primeiro projeto anunciado foi o Wyndham Residences Maragogi Quinta das Mangueiras Resort, em Alagoas, com 309 apartamentos e investimento estimado em R$ 80 milhões.

Enquanto Maragogi está direcionado ao mercado de lazer, o empreendimento de Congonhas aposta em uma localização urbana, com acesso a negócios, serviços e mobilidade aérea.

“São dois projetos que mostram justamente a versatilidade dessa estratégia. Residence não significa necessariamente um único perfil de produto ou consumidor. Podemos estar em Maragogi, atendendo uma dinâmica de lazer, e em Congonhas, diante de uma demanda essencialmente urbana. O ponto em comum é utilizar nossas marcas, nossa experiência em hospitalidade e nossa escala global para agregar valor a bons projetos imobiliários”, conclui Maria Carolina.