Breno Mesquita, Cláudio Júnior e Bruno Mesquita, CEOs da BTM na edição de 2026
Breno Mesquita, Cláudio Júnior e Bruno Mesquita, CEOs da BTM na edição de 2026 (Ana Azevedo/M&E)

FORTALEZA – A ampliação do alcance entre os agentes de viagens e a qualificação do público estão no centro dos planos da Brazil Travel Market (BTM) para 2027. Após a 15ª edição, realizada nos dias 22 e 23 de outubro, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza, os CEOs Cláudio Júnior, Breno Mesquita e Bruno Mesquita avaliam positivamente os resultados e projetam uma nova etapa de crescimento para a feira.

“Esta edição nos surpreendeu. Aumentamos a quantidade de caravanas, porque o agente de viagens é o que o expositor quer. Para 2027, esperamos, além de aumentar essa quantidade, fazer um mapeamento desses profissionais e das regiões, para alcançar quem não tem acesso fácil a esse tipo de evento. E já estamos estudando pacotes para as operadoras, a fim de fornecer benefícios que facilitem a presença dessas caravanas”, afirmou Cláudio Júnior.

A estratégia passa por ampliar as caravanas de agentes de viagens, identificar regiões ainda pouco alcançadas pela feira e diversificar o conteúdo oferecido ao mercado. A organização também pretende preservar a qualidade do público e dos expositores, sem tratar a expansão da área física como o principal indicador de sucesso.

“A gente busca sempre trazer um mix da cadeia turística para termos uma diversificação na feira. Já estamos fazendo uma análise para a próxima edição e temos recebido feedback positivo. Principalmente os expositores de fora estão considerando o público qualificado e interessado. Acredito que teremos uma surpresa positiva com os resultados da pesquisa de satisfação”, afirmou Breno Mesquita, CEO da BTM.

A expectativa de Cláudio Júnior é superar os números do ano anterior, quando a BTM recebeu mais de 5 mil visitantes por dia. O número de visitantes de 2026, porém, ainda depende da consolidação dos resultados da edição encerrada nesta sexta-feira (23).

Público qualificado como prioridade na BTM

A perspectiva de crescimento não significa, necessariamente, ampliar a feira em metros quadrados. Breno Mesquita afirma que a organização concentra seus esforços na qualidade dos participantes e na capacidade de reunir diferentes segmentos da cadeia turística.

“Creio que o crescimento do espaço físico vem por osmose. Nosso foco é o crescimento qualitativo do expositor e do público. Temos mapeado os melhores agentes de viagens, os profissionais que chegam e permanecem na feira. Trabalhamos com dois tipos de conteúdo: oferecemos o que o agente de viagens quer saber e que, muitas vezes, não encontraria em outro lugar, além de espaço para o expositor se expressar”, observou Breno.

A avaliação também considera o retorno dos expositores sobre o perfil dos visitantes. “Buscamos sempre novas tecnologias e estudamos os mercados nacional e internacional. A gente sempre viaja para conhecer e aprender com outras feiras, analisando possibilidades e entendendo a realidade da nossa região para, então, decidir e absorver o que é válido. Queremos sempre que o agente de viagens seja impactado. Um bom conteúdo, uma boa recepção, tecnologia. Neste ano, inovamos ao trazer o Fórum MICE e o BTM Academy”, afirmou Cláudio Júnior.

A presença internacional reforça essa perspectiva. Neste ano, a BTM recebeu representantes de cinco países africanos, que foram conhecer o evento e avaliar uma possível participação futura. A feira também contou com uma comitiva de buyers trazida em parceria com a Embratur.

“A cada ano, buscamos inovar, porque sabemos como é importante levar informações ao agente de viagens. Quanto melhor preparado ele estiver, mais apto estará na hora da venda”, observou Bruno Mesquita, CEO da BTM.

Parceria entre os setores público e privado

Diante das incertezas associadas a um ano político, especialmente em relação a possíveis mudanças de governo, os executivos destacaram a importância da parceria entre os setores público e privado para a realização da feira. “Existem alguns pilares para uma feira dar certo: Sebrae, poder público, Fecomércio e o trade. Para onde a feira permanecer ou for, precisamos ter esses atores trabalhando conosco”, afirmou Breno Mesquita.

Cláudio Júnior complementou que, embora a feira tenha capacidade para seguir de forma autônoma, a participação de diferentes entidades e a parceria entre os setores público e privado são necessárias para diversificar as oportunidades de negócios para os agentes de viagens.

O M&E viaja com proteção da GTA.