
O governo federal desembolsou ao menos R$ 350,2 milhões para alugar cruzeiros que funcionaram como hospedagem durante a COP30, conferência do clima da ONU realizada em novembro de 2025, em Belém. O valor consta em documento da Casa Civil enviado à Câmara dos Deputados.
Segundo o material, a contratação foi estruturada em etapas. A Secretaria Especial da COP30 firmou acordo com a Embratur, que ficou responsável por intermediar a operação. A agência, por sua vez, contratou a empresa “Qualitours Agência de Viagens e Turismo Ltda”, que realizou o aluguel dos navios.
Cadeia de contratos envolveu operadoras internacionais
Ainda de acordo com o documento, a Qualitours foi a responsável por fechar acordos com as operadoras “Costa Cruzeiros” e “MSC Cruzeiros”, que forneceram as embarcações utilizadas como hotéis flutuantes.
O custo total da operação foi detalhado em R$ 350.240.506,46, valor que engloba toda a estrutura necessária para manter os navios operando durante o evento.
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Governo justifica medida por déficit de hospedagem
Na justificativa enviada ao Congresso, o governo afirma que a decisão de utilizar cruzeiros foi tomada diante da limitação da rede hoteleira de Belém. A medida buscou ampliar a oferta de leitos para atender delegações e participantes da conferência.
No documento, a Casa Civil afirma que a solução integrou um conjunto de ações para viabilizar o evento sem comprometer a demanda habitual da cidade e da região metropolitana.
A COP30 reuniu representantes de diversos países e ampliou a pressão sobre a infraestrutura local, o que levou à adoção de alternativas consideradas emergenciais para acomodação dos participantes.
Com informações de Metrópoles






