
Atualizado a cada seis meses; o Placar da Hotelaria 2015 chega a sua segunda edição. O estudo; desenvolvido pelo Fohb (Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil); em parceria com a HotelInvest/HVS e o Senac de SP; tem como objetivo monitorar a evolução dos mercados hoteleiros nas 12 cidades-sedes da Copa do Mundo de 2014. O levantamento mostra o risco dessas cidades sofrerem uma super oferta hoteleira; além de orientar futuros investimentos.
Divulgado nesta quarta-feira; 31/03; no Senac Aclimação em São Paulo; o estudo agrega a hotelaria qualificada das cidades; tantos os estabelecimentos associados quanto os não associados ao Fohb. E a novidade desta edição é um hotsite com a divulgação dos resultados do levantamento. Através do endereço sp.senac.br/placardahotelaria é possível ter acesso a todas as informações do estudo.
Esta segunda edição do Placar confirma as projeções divulgadas em setembro de 2010. “A boa notícia é que as projeções anteriores praticamente se confirmaram; com alguns projetos concretizados e outros não; algumas cidades melhoraram suas projeções de super oferta; como é o caso de Belo Horizonte; que apresenta um risco moderado”; explicou Diogo Canteras; presidente da HotelInvest/HVS. A capital mineira caiu de 73% para 71% no segmento Midscale. O motivo da classificação mais favorável foi o crescimento da demanda acima do esperado e arrefecimento do ritmo de desenvolvimento de hotéis; já que diversos projetos não avançaram. Já Manaus e Salvador continuam com maior risco de super oferta; com 64% e 67% respectivamente.
Ainda de acordo com Canteras; as perspectivas em geral são bastante favoráveis; o que permite um maior foco na qualidade dos serviços prestados. Além disso; cidades como Brasília; Rio de Janeiro; São Paulo; Porto Alegre e Recife continuam sem correr riscos de sofrerem super oferta após a Copa.
Segundo Julio Serson; vice-presidente de Relações Institucionais do Fohb; a ideia do estudo é suprir o mercado de informações: “Ninguém faz um hotel visando somente a Copa do Mundo. O investimento hoteleiro é a longo prazo; e a importância do placar é justamente oferecer esta visão a longo prazo e atualizada a cada seis meses para não corrermos o risco de excesso de oferta”.
“Temos que cuidar da qualidade do investimento hoteleiro. Investir no mercado certo e na hora certa; para que não ocorra o mesmo que nos anos 2000 em São Paulo; em que; como consequência da super oferta fez com que hoteleiros tradicionais perdessem seus empregos. A cultura hoteleira perde muito”; finalizou Diogo Canteras; presidente da HotelInvest/HVS.
Julio Serson, Fohb; Ana Maria Biselli, Fohb; Thais Lisboa, Senac e Diogo Canteras, HotelInvest/HVS






