
A Espanha começou 2026 com números sólidos no turismo internacional. Até março, o país recebeu mais de 17,5 milhões de visitantes estrangeiros, um crescimento de 2,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Mais expressivo ainda foi o avanço nos gastos turísticos, que subiram 6,3% e ultrapassaram os 25 bilhões de euros, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).
O desempenho revela uma tendência clara: além de atrair mais turistas, a Espanha está conseguindo aumentar o ticket médio das viagens. O Reino Unido segue como principal emissor, com quase 3,2 milhões de visitantes (+2,3%), além de liderar também nos gastos, respondendo por 14,7% do total. A Alemanha aparece na sequência, com quase 2,1 milhões de turistas e crescimento de 1,2%, além de representar 12% das despesas. Já a França, mesmo com queda de 5,9%, mantém a terceira posição, com mais de dois milhões de viajantes.
Entre os destaques do período, o mercado alemão mostra sinais de recuperação, enquanto os países nórdicos ganham relevância no consumo turístico, somando 7,7% dos gastos. Regionalmente, as Ilhas Canárias lideram com 27,7% das receitas, seguidas pela Catalunha (mais de 17%) e pela Comunidade de Madrid (16,6%).
Embora o Brasil não figure entre os maiores emissores em volume, o cenário de crescimento nos gastos e a diversificação de mercados favorecem turistas de longo curso – perfil no qual os brasileiros se encaixam. Com maior permanência média e consumo elevado em cultura, gastronomia e compras, o visitante brasileiro segue estratégico para destinos como Madrid, Barcelona e Andaluzia, especialmente em um momento em que a Espanha aposta em qualidade e não apenas em quantidade de turistas.







