
A participação da Voll no Momentum AI New York 2026 serviu como uma espécie de validação internacional para a estratégia de inteligência artificial adotada pela empresa brasileira de viagens corporativas. Única representante do setor convidada para o evento, a companhia esteve presente com o cofundador e CEO, Luciano Brandão, e o sócio e diretor de Produto e Engenharia, Felipe Borges.
Realizado pela Reuters Events, divisão da Thomson Reuters, o encontro aconteceu na última semana de abril, em Nova York, reunindo lideranças de grandes empresas globais em um dos principais fóruns executivos dedicados à aplicação de inteligência artificial nos negócios. Restrito a convidados, o Momentum AI contou com representantes de corporações como Johnson & Johnson, Target, Southern Company, Wayfair, Wells Fargo, Lowe’s, IHG Hotels & Resorts, American Express, Bank of America, Manulife e Boehringer Ingelheim.
Para a Voll, o evento reforçou que parte das discussões conduzidas pelas gigantes globais já faz parte da operação prática da empresa. Segundo dados apresentados pela companhia, os agentes autônomos de IA integrados ao Voll Smart Hub geraram mais de R$ 3 milhões em economia direta para clientes apenas no primeiro trimestre de 2026. A projeção é alcançar R$ 50 milhões até o fim do ano.
“O evento consolidou a mensagem central de que a vantagem competitiva em IA não está mais no acesso à tecnologia ou na definição da estratégia, e sim na capacidade de executar com velocidade e qualidade”, afirma Luciano Brandão.
De acordo com o executivo, três grandes temas dominaram os debates do evento: a necessidade de escalar projetos de IA além da fase experimental, o uso de modelos proprietários com supervisão humana em aplicações críticas e a adoção de protocolos de interoperabilidade, como o Model Context Protocol (MCP), para integrar agentes inteligentes em ecossistemas distribuídos.
“Os tópicos centrais ficaram, principalmente, em torno da necessidade de escalar iniciativas de IA além da fase de experimentação, a importância de modelos proprietários com supervisão humana em aplicações críticas e a adoção de protocolos de interoperabilidade como o Model Context Protocol, ou MCP, para integrar agentes de IA em ecossistemas distribuídos”, diz o CEO.
A discussão sobre maturidade operacional da IA apareceu em diferentes painéis. O CIO da Johnson & Johnson, Jim Swanson, apresentou a estratégia da empresa para incorporar inteligência artificial diretamente em produtos, utilizando modelos próprios e supervisão humana em aplicações de alto risco. Já Hans Brown, CTIO da Southern Company, defendeu que o mercado superou a fase de provas de conceito e que o foco agora deve estar na aplicação da tecnologia em escala dentro dos processos corporativos.
Outro destaque veio da Target, que apresentou a integração do seu ecossistema de varejo com assistentes como ChatGPT, Gemini e Copilot via MCP, reconhecendo que decisões de consumo já são mediadas por inteligência artificial.
Segundo Luciano Brandão, o cenário encontrado em Nova York mostrou que a Voll já avançou etapas que muitas empresas globais ainda tentam estruturar. “Diante de tanto conhecimento e avanços, concluímos que fomos a Nova York validar que estamos no caminho correto, uma vez que a Voll já ultrapassou a fase que muitas empresas presentes ainda estão tentando resolver. As decisões tomadas a respeito de IA agentiva, modelos proprietários e execução em produção estão alinhadas com o que as maiores organizações do mundo buscam. A diferença é que, para muitas delas, isso está no plano e, para nós, já é operação”, conclui.
IA agentiva aplicada à gestão de viagens na Voll
Desde o início de 2026, a Voll mantém três agentes autônomos de inteligência artificial operando comercialmente dentro do Voll Smart Hub, marketplace de IA agentiva voltado à gestão de viagens e despesas corporativas na América Latina.
Entre as soluções desenvolvidas está o AirSave, focado na otimização de tarifas aéreas. Segundo a empresa, o agente atuou sobre mais de 5,9 mil reservas e obteve economia média de 15,29% sobre o volume emitido.
Outro agente é o RatesAudit, responsável pela auditoria de tarifas hoteleiras. A ferramenta identificou que 23% das tarifas negociadas deixam de estar disponíveis ao longo do mês e conseguiu resolver 98% dos casos diretamente com fornecedores.
Já o ExpenseHelper analisou mais de 12,2 mil comprovantes de despesas corporativas e detectou 4.511 anomalias, alcançando taxa de interação de 78,9% com colaboradores.
Para Felipe Borges, as dores apresentadas por grandes corporações durante o Momentum AI refletem desafios que motivaram a construção da arquitetura tecnológica da Voll. “Fragmentação de sistemas, custo de operações manuais, pressão por escala sem perda de qualidade e a dificuldade de transformar experimentos isolados em impacto real de negócio é uma demanda comum a quase todas as empresas”, afirma.
Segundo o executivo, o modelo desenvolvido pela companhia acompanha a direção que o mercado internacional começa a consolidar. “São exatamente as dores que nos levaram a construir os agentes de IA da Voll. A arquitetura que desenhamos, com agentes autônomos que monitoram, decidem e agem em tempo real sob supervisão humana, reflete o que o mercado global está convergindo como modelo”, diz.
Atualmente, a Voll atende mais de 300 clientes corporativos. Borges destaca ainda que a inteligência artificial passou a funcionar como uma competência distribuída entre diferentes áreas da empresa, e não apenas concentrada na equipe de tecnologia.
“Lideranças de áreas de negócio na Voll constroem e operam agentes de IA de verdade, aplicados aos seus contextos operacionais. Não é um projeto do time de engenharia entregue para a empresa usar. É uma empresa inteira operando a inteligência como ferramenta de trabalho”, conclui.







