
A Azul começou 2026 com o melhor desempenho operacional e financeiro de sua história para um primeiro trimestre. A companhia aérea encerrou os três primeiros meses do ano com receita operacional de R$ 5,5 bilhões, alta de 1,4% em relação ao mesmo período de 2025, em um resultado impulsionado pela combinação entre demanda aquecida, crescimento das receitas auxiliares e maior diversificação dos negócios.
Os números divulgados nesta quinta-feira (7) mostram os primeiros efeitos mais amplos da reestruturação financeira concluída pela empresa. Em um cenário ainda marcado pela pressão dos custos e pela volatilidade no preço do combustível de aviação, a Azul conseguiu ampliar margens, reduzir despesas operacionais e fortalecer sua posição de caixa.
O EBITDA da companhia chegou a R$ 1,7 bilhão no trimestre, crescimento de 22,6% na comparação anual, enquanto o lucro operacional avançou 83,1%, alcançando R$ 1 bilhão. A margem operacional subiu para 19,1%.
Parte desse avanço veio da estratégia adotada pela aérea para preservar eficiência mesmo com uma oferta menor de voos. A capacidade da companhia foi reduzida em 2,7% no período, movimento acompanhado por ajustes na malha e foco em rotas mais rentáveis. Ainda assim, a Azul registrou taxa de ocupação recorde de 83,8%, aumento de 2,3 pontos percentuais frente ao primeiro trimestre do ano passado.
O desempenho também aparece nos indicadores operacionais. O RASK cresceu 4,3%, chegando a R$ 43,94 centavos. Já o CASK, indicador que acompanha os custos da operação, recuou 5,7%, refletindo ganhos de produtividade, maior eficiência e impactos favoráveis do câmbio.
Outro fator apontado pela empresa como estratégico foi o avanço das receitas complementares. As unidades de negócio além da aviação regular já representam 23% do RASK total da companhia, reduzindo a dependência exclusiva da venda de passagens e dando mais equilíbrio ao modelo operacional.
Na frente financeira, a Azul terminou março com liquidez de R$ 4,7 bilhões, praticamente o dobro do registrado um ano antes. A empresa também informou redução de R$ 14 bilhões na dívida total após a conclusão da reestruturação financeira. Com isso, a alavancagem caiu para 2,4 vezes, patamar significativamente inferior ao observado em 2025.
“O resultado do primeiro trimestre demonstra o sucesso de nossa restruturação e como a Azul está posicionada como nunca antes esteve. Entregamos um trimestre muito sólido, com avanços consistentes em rentabilidade, eficiência e estrutura de capital. Esses números refletem a disciplina na execução da nossa estratégia e, principalmente, o trabalho e a dedicação dos nossos mais de 14 mil Tripulantes. Mesmo diante de um cenário mais desafiador, com volatilidade nos preços de combustíveis, fomos ágeis ao ajustar nossa capacidade e preservar margens, reforçando a resiliência do nosso modelo de negócios”, afirma John Rodgerson, CEO da Azul.
A empresa também destacou avanços relacionados à experiência do cliente. O NPS, indicador que mede a satisfação dos passageiros, cresceu mais de 12 pontos em março na comparação anual. Segundo a companhia, parte desse resultado está ligada à renovação da frota: atualmente, mais de 90% da capacidade doméstica da Azul é operada por aeronaves de nova geração, mais eficientes em consumo de combustível e custos operacionais.
Mesmo diante do ambiente externo mais instável, marcado pelas tensões geopolíticas que pressionaram os preços do querosene de aviação ao longo do trimestre, a companhia afirma ter mantido rapidez na tomada de decisões operacionais para proteger rentabilidade e geração de caixa.
“Hoje, a Azul está em um momento diferente: com um balanço mais forte, uma operação mais eficiente e um modelo cada vez mais diversificado. Seguimos focados em avançar na desalavancagem, ampliar a geração de caixa e entregar a melhor experiência para nossos Clientes, mantendo uma visão de longo prazo e criação de valor sustentável”, conclui Rodgerson.







