
O Aeroporto Internacional de Florianópolis, em Santa Catarina, foi apontado como o melhor aeroporto do mundo para conexões em 2025, segundo levantamento divulgado pela AirHelp, empresa especializada em assistência a passageiros afetados por atrasos e cancelamentos de voos. O estudo analisou 196 aeroportos em países como Brasil, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e membros da União Europeia.
O terminal catarinense recebeu nota 9, a maior do ranking, após registrar o menor índice de conexões perdidas entre os aeroportos avaliados. O resultado colocou Florianópolis à frente de hubs tradicionais da Europa e dos Estados Unidos e destacou o desempenho da operação brasileira em um cenário marcado por gargalos logísticos e aumento da demanda aérea global.
Ao mesmo tempo, o ranking também revelou o outro lado da aviação nacional. Os aeroportos de Guarulhos, Congonhas e Brasília apareceram entre os terminais com pior desempenho em conexões perdidas ao longo de 2025.
Florianópolis lidera lista global de conexões mais eficientes
O levantamento da AirHelp cruzou o número de conexões registradas nos aeroportos com os casos de passageiros que perderam voos subsequentes. A partir desses dados, a empresa atribuiu notas de 0 a 10 para cada terminal.
O Aeroporto Internacional Hercílio Luz terminou na liderança mundial com nota 9. O aeroporto de Tallinn, na Estônia, apareceu em segundo lugar com nota 8,97. Já o Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia, ocupou a terceira posição mundial, com nota 8,95.
O resultado colocou dois aeroportos brasileiros entre os três melhores do planeta para conexões aéreas em 2025.
Além de Florianópolis e Goiânia, outros terminais brasileiros também tiveram desempenho considerado positivo. Porto Alegre apareceu na 27ª posição global, seguido por Cuiabá em 40º lugar e Curitiba na 70ª colocação.
Ranking dos melhores aeroportos brasileiros para conexões
- Florianópolis (nota 9,00)
- Goiânia (8,95)
- Porto Alegre (8,33)
- Cuiabá (8,00)
- Curitiba (7,23)
A AirHelp destacou que aeroportos com menor volume operacional e melhor distribuição de voos tendem a apresentar menos problemas em conexões, principalmente em períodos de alta temporada.
Guarulhos aparece entre os quatro piores aeroportos do mundo
Enquanto Florianópolis liderou o ranking positivo, o Aeroporto Internacional de Guarulhos apareceu entre os terminais mais problemáticos do mundo quando o assunto é conexão. O principal aeroporto do Brasil recebeu nota 4,08 e ficou na 193ª posição entre 196 aeroportos avaliados, ocupando o quarto pior desempenho global do levantamento.
Congonhas também apareceu mal posicionado. O terminal paulistano ficou na 180ª colocação, com nota 4,41. Já o Aeroporto Internacional de Brasília ocupou o 178º lugar, com nota 4,46. Segundo o estudo, aeroportos com operações mais complexas, grande concentração de voos e alto volume de passageiros apresentaram mais dificuldades para manter conexões eficientes ao longo do ano.
Os aeroportos brasileiros com pior desempenho em conexões
- Guarulhos: posição 193, nota 4,08
- Congonhas: posição 180, nota 4,41
- Brasília: posição 178, nota 4,46
O pior aeroporto do mundo para conexões em 2025 foi o terminal de Bergamo Orio al Serio, na Itália, seguido pelo Aeroporto Internacional de Dallas, nos Estados Unidos, e pelo Aeroporto de Frankfurt am Main, na Alemanha.
Crescimento da demanda pressiona aeroportos brasileiros
O levantamento surge em um momento de forte recuperação da aviação comercial. Dados do setor mostram aumento na movimentação de passageiros, expansão de rotas domésticas e retomada gradual das viagens internacionais.
Nos grandes centros brasileiros, o crescimento da demanda intensificou desafios operacionais ligados a conexões apertadas, atrasos sucessivos e reacomodação de passageiros.
Guarulhos, por exemplo, concentra boa parte dos voos internacionais do país e opera diariamente milhares de conexões domésticas e internacionais. Congonhas, por sua vez, mantém uma malha aérea intensa voltada ao mercado corporativo, com pouco espaço para absorver atrasos ao longo do dia.
Já aeroportos como Florianópolis e Goiânia operam com estruturas menores e fluxo mais equilibrado, o que reduz impactos em horários de pico.
Passageiros podem pedir compensação em casos de prejuízo
Além do ranking, a AirHelp reforçou orientações para passageiros que enfrentaram atrasos, cancelamentos ou perda de conexão nos últimos anos. Segundo a empresa, viajantes afetados podem buscar compensações financeiras quando conseguem comprovar prejuízos causados pelo problema operacional.
Entre os casos mencionados estão perda de compromissos profissionais, consultas médicas, eventos pessoais e danos financeiros relacionados à interrupção da viagem. Em situações envolvendo falha operacional da companhia aérea, como problemas técnicos ou ausência de tripulação, as chances de indenização aumentam.
“O sistema de direitos dos passageiros aéreos no Brasil é orientado ao consumidor e oferece forte proteção aos viajantes, especificando claramente a assistência que as companhias aéreas devem prestar em caso de interrupções”, afirmou Luciano Barreto, diretor-geral da AirHelp no Brasil.
Segundo ele, muitos passageiros deixam de reivindicar seus direitos por falta de informação sobre os procedimentos necessários.
Quais são os direitos do passageiro em caso de atraso ou cancelamento
No Brasil, os passageiros são protegidos pelo Código de Defesa do Consumidor e pelas regras da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). As normas valem para voos domésticos, internacionais partindo do Brasil e conexões realizadas em território nacional.
De acordo com a legislação, o passageiro pode ter direito à assistência e compensação quando:
Situações previstas na legislação
- o voo partiu ou chegou a um aeroporto brasileiro
- houve atraso superior a três horas, cancelamento ou overbooking
- a companhia aérea não ofereceu assistência adequada
- o problema ocorreu nos últimos cinco anos
A assistência obrigatória inclui alimentação, comunicação, hospedagem em alguns casos e opções de reacomodação em outros voos.
O ranking da AirHelp coloca o Brasil em destaque por dois motivos distintos em 2025. Enquanto aeroportos regionais aparecem entre os mais eficientes do mundo para conexões, grandes hubs nacionais ainda enfrentam dificuldades operacionais em períodos de alta demanda.







