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Voo da Malaysia Airlines precisou permanecer no ar durante a aproximação de Calcutá após comandante ter a visão afetada por um feixe de luz (Reprodução/Pexels/Wei86 Travel)

Um voo da Malaysia Airlines com 159 passageiros teve o pouso interrompido durante a aproximação ao Aeroporto Internacional Netaji Subhas Chandra Bose, em Calcutá, na Índia, depois que um feixe de laser atingiu a cabine e afetou temporariamente a visão do comandante. O episódio ocorreu na noite de sábado, 8 de agosto, quando a aeronave fazia a etapa final do voo MH-184, que saiu de Kuala Lumpur, na Malásia, com destino à cidade indiana. O avião permaneceu no ar por alguns minutos antes de realizar uma nova tentativa de pouso e chegar ao aeroporto em segurança.

Segundo informações divulgadas pela agência indiana PTI e repercutidas pela imprensa local, a aeronave estava a cerca de oito milhas náuticas da pista, distância equivalente a aproximadamente 15 quilômetros, quando o piloto identificou uma luz direcionada para a cabine. A origem aparente do feixe foi apontada como a região de Madhyamgram-Barasat, nos arredores de Calcutá.

O laser atingiu a área da cabine em uma fase em que a tripulação conduzia a aproximação para o pouso. A intensidade da luz afetou momentaneamente a visão do comandante e provocou desorientação. Diante da situação, os pilotos interromperam a aproximação que estava em andamento e mantiveram a aeronave em circulação antes de iniciar uma nova tentativa.

O voo tinha pouso previsto para as 23h20, no horário local. Após permanecer no ar durante alguns minutos, a aeronave voltou a se aproximar do aeroporto e tocou a pista por volta das 23h25. O atraso foi de aproximadamente cinco minutos em relação ao horário inicialmente previsto.

Nenhum passageiro ou integrante da tripulação ficou ferido. O caso, no entanto, foi encaminhado às autoridades porque o direcionamento de lasers contra aeronaves pode interferir na visão dos pilotos durante etapas críticas da operação, como pousos e decolagens.

Laser em avião é proibido próximo a aeroportos

Após o episódio, a administração do Aeroporto Internacional Netaji Subhas Chandra Bose registrou uma denúncia na delegacia responsável pela área do terminal. A ocorrência passou a ser investigada pelas autoridades locais, que devem apurar a origem do feixe e identificar quem direcionou a luz para a aeronave.

O diretor do aeroporto de Calcutá, Vikram Singh, afirma que o uso de lasers nas proximidades do terminal é proibido devido aos riscos que pode representar para as operações aéreas. “A utilização de lasers nas proximidades do aeroporto é proibida”, declara o diretor, segundo as informações divulgadas após o incidente.

Singh também aponta que ocorrências desse tipo ainda são registradas ocasionalmente na região. De acordo com ele, o caso envolvendo o voo da Malaysia Airlines foi encaminhado à polícia para investigação.

A imprensa indiana também registra que episódios relacionados ao uso de lasers próximos ao aeroporto já provocaram preocupação entre pilotos que operam em Calcutá. Em 2025, durante as celebrações de Durga Puja, autoridades receberam relatos sobre o uso de equipamentos de laser nas proximidades de áreas de eventos. Na ocasião, houve preocupação com os efeitos da luz sobre aeronaves em operação na região.

O problema não está relacionado apenas à possibilidade de distração. Um feixe direcionado à cabine pode provocar perda temporária da visão, ofuscamento e desorientação. Esses efeitos ganham relevância durante a aproximação para pouso porque o piloto precisa acompanhar instrumentos, referências externas e procedimentos operacionais simultaneamente.

No caso do MH-184, a tripulação optou por não concluir a aproximação depois que o comandante teve a visão afetada. A decisão permitiu que a aeronave permanecesse em uma condição segura até que fosse possível realizar uma nova aproximação.

Malaysia Airlines confirma operação do voo para Calcutá

O voo MH-184 liga Kuala Lumpur a Calcutá e integra a operação internacional da Malaysia Airlines. Na ocorrência registrada no sábado, a aeronave transportava 159 passageiros. O episódio aconteceu antes do pouso e não provocou ferimentos entre os ocupantes.

A informação sobre o incidente foi divulgada inicialmente por fontes ligadas ao aeroporto e pela agência PTI. A imprensa local, incluindo o Times of India, também relatou que o avião precisou permanecer em circulação depois que o laser atingiu o cockpit durante a aproximação.

O caso chama atenção para um tipo de ocorrência que pode afetar operações comerciais mesmo sem provocar danos à aeronave. Quando um piloto é atingido diretamente por uma fonte de luz intensa, a tripulação pode precisar interromper uma etapa do procedimento para recuperar condições adequadas de visibilidade e conduzir uma nova aproximação.

A ocorrência também envolve uma questão de segurança aeroportuária. A identificação da região de onde o feixe teria partido pode ajudar as autoridades a localizar a origem da luz e verificar se houve uma ação intencional contra a aeronave. Até o momento das informações divulgadas sobre o caso, não havia indicação de prisão ou identificação do responsável.

O pouso do MH-184 ocorreu cinco minutos depois do horário programado. A aeronave chegou ao aeroporto sem registro de feridos, enquanto as autoridades locais passaram a investigar o episódio.

O caso reforça a necessidade de controle sobre o uso de lasers nas áreas próximas a aeroportos, principalmente durante períodos de maior movimentação de aeronaves. No voo da Malaysia Airlines, a interrupção da aproximação evitou que o comandante continuasse o procedimento enquanto estava com a visão afetada. A aeronave realizou uma nova tentativa e pousou em segurança, enquanto a polícia investiga a origem do feixe.

*Com informações de O Globo.