
Aeroportos dos Estados Unidos (EUA) estão ampliando a oferta de terminais privados para passageiros de voos comerciais, com serviços que permitem evitar áreas convencionais de embarque, realizar inspeções de segurança separadas e seguir de BMW diretamente até a aeronave.
A expansão ocorre em meio à busca por novas fontes de receita e à demanda de viajantes dispostos a pagar milhares de dólares por mais privacidade e agilidade. A PS, empresa que opera esse modelo, mantém unidades em Los Angeles, Atlanta, Dallas Fort Worth e Miami. Nos últimos meses, a companhia inaugurou operações em Dallas e Miami, enquanto os aeroportos de Washington Dulles e São Francisco avançam com projetos próprios.
O serviço funciona como uma alternativa entre a sala VIP tradicional e a aviação privada. O cliente pode permanecer em um lounge compartilhado ou em uma suíte exclusiva, realizar procedimentos aeroportuários fora do terminal principal e ser levado de carro até o voo comercial.

A associação anual da PS custa US$ 4.850. A cada utilização, o passageiro paga US$ 895 pelo acesso ao lounge compartilhado ou US$ 3.650 por uma suíte para até quatro pessoas. Não associados podem pagar US$ 1.295 por visita, mediante disponibilidade.
Em Miami, a experiência inclui alimentação, bebidas, massagens, manicure, corte de cabelo, banheiros privativos e traslado de BMW pelo pátio do aeroporto até a aeronave. Segundo a CEO da PS, Amina Belouizdad Porter, o serviço ocupa um espaço entre os dois modelos tradicionais de viagem aérea.
“Nós nos tornamos uma terceira categoria entre a aviação comercial e a aviação privada”, afirmou.
Novas fontes de renda nos aeroportos do EUA

Além da demanda dos passageiros, os terminais privados interessam aos aeroportos como fonte adicional de receita. Os contratos podem envolver pagamento de aluguel e participação sobre o faturamento das empresas responsáveis pelas instalações.
As receitas não aeronáuticas, que incluem varejo, estacionamento, alimentação e negócios imobiliários, representam quase 37% da receita global dos aeroportos e cobrem cerca de 48% de seus custos totais, segundo relatório do Airports Council International.
A expansão deve continuar. O Aeroporto Internacional Washington Dulles autorizou um contrato de 20 anos, avaliado em US$ 125 milhões, com a DAA International para desenvolver e operar um terminal privado de aproximadamente 4 mil metros quadrados.
São Francisco também busca uma empresa para construir e administrar uma instalação semelhante, com inauguração prevista para o fim de 2028. Pelo modelo em análise, o aeroporto receberá aluguel e uma parcela da receita gerada pela operação.
A PS informou ainda que sua base de clientes cresceu 21% no último ano e ultrapassou 89 mil pessoas. Cerca de um terço dos usuários possui passaporte emitido fora dos EUA.







