Terminais privados avançam nos EUA com serviço de BMW e acesso que pode superar US$ 5 mil
A PS, empresa que opera esse modelo, mantém unidades nos principais aeroportos dos EUA (Alfonso Duran/Bloomberg/ Reprodução do site da PS)

Aeroportos dos Estados Unidos (EUA) estão ampliando a oferta de terminais privados para passageiros de voos comerciais, com serviços que permitem evitar áreas convencionais de embarque, realizar inspeções de segurança separadas e seguir de BMW diretamente até a aeronave. 

A expansão ocorre em meio à busca por novas fontes de receita e à demanda de viajantes dispostos a pagar milhares de dólares por mais privacidade e agilidade. A PS, empresa que opera esse modelo, mantém unidades em Los Angeles, Atlanta, Dallas Fort Worth e Miami. Nos últimos meses, a companhia inaugurou operações em Dallas e Miami, enquanto os aeroportos de Washington Dulles e São Francisco avançam com projetos próprios.

O serviço funciona como uma alternativa entre a sala VIP tradicional e a aviação privada. O cliente pode permanecer em um lounge compartilhado ou em uma suíte exclusiva, realizar procedimentos aeroportuários fora do terminal principal e ser levado de carro até o voo comercial.

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Segundo a CEO da PS, Amina Belouizdad Porter, o serviço ocupa um espaço entre os dois modelos tradicionais de viagem aérea  (Alfonso Duran/Bloomberg/ Reprodução do site da PS)

A associação anual da PS custa US$ 4.850. A cada utilização, o passageiro paga US$ 895 pelo acesso ao lounge compartilhado ou US$ 3.650 por uma suíte para até quatro pessoas. Não associados podem pagar US$ 1.295 por visita, mediante disponibilidade.

Em Miami, a experiência inclui alimentação, bebidas, massagens, manicure, corte de cabelo, banheiros privativos e traslado de BMW pelo pátio do aeroporto até a aeronave. Segundo a CEO da PS, Amina Belouizdad Porter, o serviço ocupa um espaço entre os dois modelos tradicionais de viagem aérea.

“Nós nos tornamos uma terceira categoria entre a aviação comercial e a aviação privada”, afirmou.

Novas fontes de renda nos aeroportos do EUA

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A associação anual da PS custa US$ 4.850 para acesso aos terminais privativos nos aeroportos da empresa nos EUA (Alfonso Duran/Bloomberg/ Reprodução do site da PS)

Além da demanda dos passageiros, os terminais privados interessam aos aeroportos como fonte adicional de receita. Os contratos podem envolver pagamento de aluguel e participação sobre o faturamento das empresas responsáveis pelas instalações.

As receitas não aeronáuticas, que incluem varejo, estacionamento, alimentação e negócios imobiliários, representam quase 37% da receita global dos aeroportos e cobrem cerca de 48% de seus custos totais, segundo relatório do Airports Council International.

A expansão deve continuar. O Aeroporto Internacional Washington Dulles autorizou um contrato de 20 anos, avaliado em US$ 125 milhões, com a DAA International para desenvolver e operar um terminal privado de aproximadamente 4 mil metros quadrados.

São Francisco também busca uma empresa para construir e administrar uma instalação semelhante, com inauguração prevista para o fim de 2028. Pelo modelo em análise, o aeroporto receberá aluguel e uma parcela da receita gerada pela operação.

A PS informou ainda que sua base de clientes cresceu 21% no último ano e ultrapassou 89 mil pessoas. Cerca de um terço dos usuários possui passaporte emitido fora dos EUA.