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Controladora da Gol e da Avianca evita crescimento acelerado da frota e aposta em alianças regionais, no Rio de Janeiro como hub internacional e em aeronaves de longo curso (Divulgação/Abra)

O Grupo Abra, holding controladora da Gol e da Avianca, pretende ampliar sua presença no mercado latino-americano por meio de parcerias estratégicas, em vez de acelerar a expansão da frota e entrar organicamente em novos mercados. A estratégia considera o cenário de alta nos preços dos combustíveis e nas taxas de juros, que pressiona os custos das companhias aéreas e aumenta a importância da escala operacional.

A posição foi apresentada pelo diretor financeiro do grupo, Manuel Irarrazaval, durante o fórum anual da Associação Latino-Americana e Caribenha de Transporte Aéreo (ALTA), realizado nesta segunda-feira. Segundo o executivo, a companhia prioriza acordos que permitam ampliar sua rede de destinos e combinar operações domésticas e internacionais, em vez de adicionar dezenas de aeronaves ao mercado sem uma estratégia de integração regional.

“Poderíamos ter decidido colocar 50 aviões no mercado (e inundá-lo). Não fazia sentido”, afirmou Irarrazaval, ao comentar a preferência por alianças, como a parceria com a companhia aérea chilena Sky, em vez de uma expansão baseada exclusivamente no crescimento orgânico.

Abra aposta em integração regional

De acordo com Irarrazaval, a estratégia do grupo parte da construção de uma rede mais ampla na América Latina, com diferentes modelos de operação e serviços capazes de atender a públicos distintos. Para o executivo, um modelo baseado exclusivamente em tarifas baixas já não responde sozinho às necessidades do mercado regional, que exige a combinação de passagens econômicas, cabines premium e voos domésticos e internacionais.

O objetivo é ampliar a conectividade e aproveitar a escala das operações para enfrentar os custos do setor. Nesse contexto, as parcerias permitem expandir a oferta de destinos e integrar mercados sem depender exclusivamente da incorporação de novas aeronaves e da criação de operações próprias em cada país.

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Rio de Janeiro ganha importância na estratégia internacional

O Rio de Janeiro também foi apontado pelo executivo como um ponto cada vez mais relevante para as operações de longa distância do grupo. Irarrazaval destacou a presença de serviços com classe executiva em rotas como Rio de Janeiro-Nova York e Rio de Janeiro-Buenos Aires, dentro da estratégia de combinar a atuação doméstica com a conectividade internacional.

A aposta no mercado carioca está relacionada à ampliação da rede de voos de longo curso e à busca por maior integração entre os mercados atendidos pelo grupo. A estratégia depende, entre outros fatores, do acesso a aeronaves de maior porte e da capacidade de equilibrar a oferta de voos nacionais e internacionais.

A disponibilidade de aeronaves de fuselagem larga permanece entre as prioridades do Grupo Abra para sustentar sua estratégia internacional de longo prazo. Segundo Irarrazaval, o planejamento da frota inclui encomendas de modelos Airbus A350 e A330, que integram os planos do grupo para ampliar sua capacidade de atuação em rotas de longa distância.

A definição da frota faz parte de uma estratégia que busca conciliar expansão internacional, conectividade regional e controle de custos. O grupo pretende, assim, desenvolver sua rede sem adotar uma política de crescimento acelerado baseada apenas no aumento do número de aeronaves.

Abra mantém planos de abertura de capital

O Grupo Abra já anunciou planos para abrir seu capital, mas ainda não divulgou um cronograma para a operação. Segundo a empresa, qualquer decisão dependerá das condições do mercado.

A eventual abertura de capital integra os planos corporativos da holding, que reúne operações relevantes da aviação latino-americana. Por enquanto, a estratégia apresentada pelo grupo concentra-se na ampliação de parcerias, no fortalecimento da conectividade internacional e no planejamento da frota para sustentar o crescimento de longo prazo.

Com informações de InfoMoney